Quem tem um bom tratador na equoterapia é contemplado na qualidade dos seus cavalos para os atendimentos, afinal acredito que uma das maiores dificuldades da equoterapia e das hípicas, é encontrar um tratador com formação e com experiências, conhecimentos e responsabilidades no cuidado dos animais que tanto faz a diferença na nossa equoterapia.
O cavalo de equoterapia necessita de cuidados e manejo especial. Afinal, exerce a missão de auxiliar no processo de habilitação e reabilitação da pessoa com deficiência.
Além de tudo, esse animal é considerado o amigo do praticante, da equipe, da família e de todo o setting terapêutico. E os cuidados com esse animal, são imprescindíveis para a qualidade do atendimento da pessoa com deficiência.
A família se torna grata ao animal que atende o seu ente e a equipe zela pela saúde e o bem-estar desse para ter muitos anos esse amigo na intervenção terapêutica.
O treinamento do cavalo para equoterapia demora aproximadamente 06 (seis) meses, porém uns 02 anos para que exerça um trabalho efetivo e aprimorado. Nesse treinamento abordamos desde o trabalho com objetos, materiais pedagógicos, equipamentos de equitação e equoterapia, transposições em seu dorso, movimentos mais bruscos, sons, barulhos, entre outros.
Segundo Giovana Falconi Coelho, tratadora da Equovida – Hípica Santa Terezinha, o manejo com os animais da equoterapia é de extrema importância, devido a qualidade no atendimento. Posteriormente, cocheira limpa, água fresca, feno (volumoso), ração (suplementação), e sal mineral nos devidos horários sempre observando o comportamento dos animais, se estão bem, aceitando a alimentação, incomodados com alguma coisa e apresentando características de saúde ou doença. A higiene do animal também é fundamental. É sempre importante respeitar os horários e intervalos que os cavalos foram adaptados, pois reduz as probabilidades de cólicas nos animais.
Giovana ressalta que o tratador faz parte dos bastidores dos atendimentos, reforçando a dedicação, cuidado, amor e carinho. Tudo é reciprocidade e empatia.
As camas – baias devem ser limpas todos os dias com a remoção da urina e fezes do animal, para a prevenção de doenças de pele, cascos e até respiratórias, com serragem limpa e em proporção adequada para descanso do cavalo. Cochos limpos lavados com água e sabão, além das baias lavadas uma vez por semana com cândida ou água e sabão.
Conhecer a rotina de gastos para evitar o consumo excessivo de insumos e desperdícios, calendários de vermifugações e vacinações, e observar os nossos cavalos integralmente nas suas características e saúde, para garantir a qualidade dos atendimentos, saúde dos animais, evitar acidentes, e proporcionar segurança. Portanto, é necessário cuidar muito bem dos nossos amigos da equoterapia, são vários detalhes aos quais precisamos prestar a atenção o tempo todo.
O cavalo é um animal de porte grande e forte, porém precisa de muitos cuidados específicos que zelem pelo seu bem-estar e cuidados.
Cólica é algo muito comum para os equinos que vivem em cocheiras, principalmente com a inserção de ração (suplementos), também é um causador de morte de alguns animais. Portanto, quando isso acontece se faz necessário a intervenção de um veterinário emergencialmente para a reversão dos sintomas e do não agravamento da patologia.
Garantir a segurança do nosso amigo e sua saúde é fundamental.
Todos já escutaram, cavalo come!
Sim, cavalo come e muito! Mas não vive só de comida ou de colocar em um cantinho com um pouco de capim! Cavalo precisa de cuidados veterinários, vermifugação, ferrageamento, alimentação de qualidade, um lugar seguro e confortável para o seu manejo com espaço. E principalmente cuidados diários importantes, onde o papel do tratador é fundamental.
E um cavalo de equoterapia, demanda de mais cuidados ainda, porque ele trabalha para habilitação e reabilitação, cria vínculos importantes para esse processo. E o sucesso da equoterapia muitas vezes depende da qualidade de vida e treinamento do animal.
Repasse diário em atividades de condicionamento físico, frequência cardíaca, alimentação balanceada e em estímulos externos de embasamento técnico de trabalho na equoterapia.
E o mais importante, muito afago, carinho, amor, porque o cavalo de equoterapia não conhece a violência e nem pode conhecer pelo trabalho que exerce.
Então quando se pensa em ter um cavalo, não pense somente em um cantinho para tê-lo com um pouco de capim e deixá-lo sozinho achando que o mesmo consegue sobreviver naturalmente sem cuidados adequados… Cavalo demanda um custo financeiro alto! E por isso que os centros de equoterapia têm custos altos! Além dos profissionais especializados para o atendimento nas sessões!
Às vezes escuto de famílias que tem o seu filho na equoterapia…vou comprar um cavalo para ele, mas será que o cavalo é o adequado…treinado…para este fim… E o cavalo come e precisa de cuidados, ser treinado e repassado o tempo todo por um profissional especializado! Se ficar sozinho, pode morrer e quando for montá-lo estará com energia e vícios, porque este não foi repassado e treinado adequadamente. Além de tudo, para cada praticante que nele monta é estudado a biomecânica do animal e o seu passo. O animal além de treinado, precisa ser adequado para as características da deficiência!
Alguns cuidados necessários para os cavalos de equoterapia:
1. Verificar se a ração não apresenta características diferentes como cor, mofo e cheiro;
2. Repassar o trato dos animais como a ração (suplemento) sempre respeitando os seus devidos horários;
3. Observar a mastigação dos animais (problemas de dentição), a recepção do volumoso e do suplemento. Alguns volumosos apresentam características diferentes e têm boa receptividade dos animais, sendo assim troque o fornecedor ou tipo de feno, isso causa o emagrecimento. É importante comprar o volumoso com o perfil para o paladar dos cavalos;
4. Manter as cocheiras limpas e higienizadas com a retirada de fezes, urina e manter sempre o cocho limpo, evitando doenças de casco, alergias e contaminação;
5. Atentar-se constantemente ao comportamento do animal para prevenção ou imediata intervenção de doenças com a medicação quando necessário;
6. Respeitar o tempo adequado de ferrageamento do animal para evitar claudicações;
7. Alocar o animal em local arejado, confortável e que não tenha nenhum perigo de se machucar;
8. Encilhar o animal com equipamentos confortáveis e de acordo com a atividade programada com segurança;
9. Evitar barulhos e situações que exponha o animal ao estresse;
10. Colocar somente o peso em seu dorso de acordo com o seu peso corpóreo, sendo assim 20% (vinte por cento) do peso relacionado ao animal. Animal irritado, implica em mal comportamento;
11. Higienizar os cavalos diariamente para evitar doenças e também alergias nos praticantes, como os materiais utilizados nas sessões e encilhamentos;
12. Manter o local sempre livre de insetos hematófogos e venenosos;
13. Vacinação anual de acordo com a solicitação da Defesa Agropecuária;
14. Exames a cada dois meses de AIE (Anemia Infecciosa Equina) e MORMO;
15. Fornecer o verde ou volumoso à vontade para o animal como também o sal mineral para a reposição de nutrientes;
16. Proporcionar medicação quando necessário ao animal de acordo com as prescrições do veterinário para não colocar o animal em risco;
“Cuidar do nosso amigo da equoterapia é imprescindível e importante para a qualidade do serviço na equoterapia”

