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Alta na equoterapia: grande desafio dos centros de equoterapia que atendem gratuitamente

#descriçãodaimagem #pratodosverem foto de close de um cavalo marrom. Fim da descrição.

Os centros de equoterapia que trabalham com atendimentos gratuitos em parcerias, convênios e prestações de serviços em escala federal, estadual, municipal, isto é, nos atendimentos públicos, apresentam-se com dificuldades nas altas devido à falta de compreensão das famílias que querem um atendimento vitalício e perene da assistência pública.

Quando ocorre um atendimento público, o mesmo é reorganizado para atender uma demanda e estatística das pessoas com deficiência da região, seja no município, estado, regional, contudo para a acessibilidade populacional no serviço público prestado. Necessariamente por ser um serviço público e gratuito é para todos os que apresentam indicação para o mesmo, sendo assim ocorrendo através de um fluxograma rotativo, contribuindo para a acessibilidade, inclusão e equidade das pessoas com deficiência. Muita demanda populacional para poucos números de atendimentos.

Em todo serviço de equoterapia existem contratos, regras, avaliações e reavaliações técnicas que são imprescindíveis para a elegibilidade nos atendimentos, até mesmo porque para a inserção do praticante – usuário no serviço faz-se necessário o atestado de saúde do médico que assiste a pessoa com deficiência sobre as questões de saúde e as avaliações técnicas da equipe multidisciplinar para a verificação da indicação ou contraindicação da equoterapia.

A fila de espera e a procura para a realização da equoterapia nos centros que ofertam esse serviço gratuitamente é grande, devido à dificuldade das famílias nos pagamentos das sessões em instituições particulares, pois demanda de uma equipe de profissionais especialistas, equipamentos equoterápicos, pedagógicos e fisioterapêuticos, além de todo o custo com o cavalo e o ambiente adequado.

A oportunidade e a equidade não é somente e exclusivo a apenas um praticante – usuário do serviço para sempre, e sim à toda população com deficiência daquela região. Todos desde que indicados e em condições de saúde e elegíveis, têm o direito ao serviço. Isso também é igualdade!

Se o risco é maior que o benefício, não é equoterapia…

Cada centro de equoterapia juntamente com a sua equipe multidisciplinar tem mensurações, testes e discussões de casos para realizarem a avaliação da continuidade do atendimento ou alta na equoterapia. Uns realizam a alta por tempo e outros por conduta técnica do praticante, como apresentar uma contraindicação durante o tratamento ou de quadros de manutenção dos objetivos traçados no prognóstico.

Ressaltando que a equoterapia tem os seus benefícios, porém não substitui outras intervenções terapêuticas, afinal o trabalho interdisciplinar das várias modalidades de habilitação e reabilitação são importantes às pessoas com deficiência em todos os aspectos: motor, cognitivo, comportamental, social e emocional. 

Muitas famílias ainda apresentam dificuldade de aceitar a alta no atendimento público ou gratuito na equoterapia, por questões de vínculos com os profissionais, animais, ou se sentirem em desvantagem no atendimento público e na obrigatoriedade de esse ser para sempre, sem interrupção.

Algumas famílias até se alteram em comportamento com os profissionais administrativos ou técnicos quando recebem a alta, entretanto precisam entender que as outras pessoas com deficiência apresentam indicação para o serviço, estão aguardando na fila de espera e na oportunidade de acessarem o serviço para o seu desenvolvimento, e pela primeira vez.

A equipe multidisciplinar se dedica nos atendimentos, estuda, planeja, orienta, replaneja, constrói relatórios, realiza mensurações, se organiza, reorganiza, constrói vínculos, entre outros. A equipe administrativa recepciona, acolhe, atende, organiza horários, escuta e orienta. Cavalos e equipe de apoio, estão sempre atuando com dedicação nos atendimentos às famílias e às pessoas com deficiência. 

É importante a compreensão da família em todos os processos de inserção, tratamento e alta na equoterapia. Reforçando às famílias e pessoas com deficiência que na maioria dos projetos é possível fazer novamente a equoterapia depois de um tempo, retornando a fila de espera, porém depende de qual município e se há contraindicação técnica.

Os centros de equoterapia passam por vários desafios nos atendimentos públicos, desde o atendimento às demandas públicas, na elegibilidade técnica dos usuários, nas inserções realizadas para os atendimentos, na dificuldade das famílias em compreensão que a equoterapia é diferente de equitação – esporte, não é somente montaria e a alta por tempo de atendimento para o fluxograma e a inclusão de novos usuários.

Abraços,
Eliane Baatsch

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