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Brasil conquista 6 medalhas em sua melhor campanha na Deaflympics

Descrição da imagem: foto das atletas e membros da comissão técnica da seleção de futebol feminino com a medalha de bronze. Fim da descrição.

Atletas e comissão técnica do Futebol feminino (Foto: Divulgação)

O último dia da 24ª edição da Summer Deaflympics (Surdolimpíada de Verão), foi marcado pela conquista de mais uma medalha para o Brasil. O sexto bronze veio com a seleção de Futebol feminino, que recebeu a medalha após a final entre Estados Unidos e Polônia, no Estádio Centenário.  

Momento histórico para o Brasil e para a Confederação Brasileira de Desporto de Surdos (CBDS), a Deaflympics aconteceu pela primeira vez em uma cidade da América Latina. 

“Ver o Brasil sediar um evento desse porte é um orgulho muito grande para todos nós. Tivemos a oportunidade de mostrar que o surdo é capaz de competir em alto nível. Esse evento vai ajudar muito a melhorar a visibilidade para as necessidades da comunidade surda, e para melhorar a acessibilidade, além de mostrar a força do desporto de surdos”, destaca a presidente da CBDS, Diana Kyosen. 

Considerado o maior evento multidesportivo internacional para atletas surdos do mundo, a Deaflympics reuniu em Caxias do Sul (RS) mais de 4 mil atletas e membros de comissão técnica, vindos de 73 países.

Medalhas Brasileiras

O judoca Rômulo Crispim (Foto: Divulgação)

Rômulo Crispim

Responsável pela conquista da primeira medalha do Brasil, nesta edição do evento, o judoca conquistou o bronze na categoria -66kg. Muito emocionado, pela conquista inédita, ele fez uma chamada de vídeo para contar a novidade para sua mãe, que estava em Rondônia, após a vitória. Atual bicampeão brasileiro surdolímpico na categoria, o surdoatleta é uma das revelações da CBDS, tendo conquistado o primeiro campeonato brasileiro em 2019 e o segundo em 2021, em edições da Surdolimpíada Nacional, realizada pela CBDS.

O judoca Alexandre Fernandes (Foto: Divulgação)

Alexandre Fernandes

A segunda medalha brasileira foi conquistada pelo judoca carioca, de 33 anos, na categoria -90kg. Alexandre foi o primeiro brasileiro a conquistar medalha na história da Deaflympics. O feito aconteceu em 2009, na Summer Deaflympics de Taipei (Taiwan), quando Alexandre conquistou a medalha de bronze na categoria.

O nadador Guilherme Maia (Foto: Divulgação)

Guilherme Maia

Maior campeão brasileiro na história da Deaflympics, o nadador santista conquistou duas medalhas de bronze nesta edição do evento: nos 100 e 200m livre. Com isso, ele soma sete medalhas, sendo cinco de bronze, uma de prata e uma de ouro, que veio com recorde mundial nos 200m livre, com o tempo de 1min52s55, na edição de 2017, na Turquia.  

Atletas e membros da comissão técnica da seleção de Handebol feminino (Foto: Divulgação)

Seleção de Handebol feminino

As surdoatletas do Handebol conquistaram a medalha de bronze, em partida contra a seleção do Quênia. Essa é a primeira medalha da história do Brasil na modalidade em uma competição olímpica. 

A seleção brasileira de Futebol feminino (Foto: Divulgação)

Seleção de Futebol feminino

Com uma campanha marcada por vitórias importantes, as surdoatletas do Futebol conquistaram o bronze por W.O., após a desistência da seleção japonesa. 

CBDS na 24ª edição da Summer Deaflympics

Em sua 7ª participação no torneio, o Brasil teve sua maior delegação da história, com 237 integrantes, sendo 199 atletas (110 homens e 89 mulheres) e 38 membros da comissão técnica.

Os atletas brasileiros disputaram em 17 modalidades no masculino e 14 modalidades no feminino. No masculino e feminino: Futebol, Vôlei, Handebol, Basquete, Atletismo, Badminton, Natação, Ciclismo, Mountain Bike, Tiro Esportivo, Orientação, Tênis de Mesa, Judô e Karatê. Só no masculino: Tênis, Vôlei de Praia e Taekwondo.

O Brasil terminou a competição como 44° no quadro geral de medalhas, com 6 bronzes. Com isso, o Brasil superou a marca das 5 medalhas conquistadas na última edição do evento, realizado na Turquia, em 2017. O Brasil soma 16 medalhas em edições da Summer Deaflympics, sendo 1 de ouro, 1 de prata e 14 de bronze. 

“Nossa delegação está de parabéns. Presto minha homenagem a todos os atletas, membros da comissão técnica, voluntários e equipe da CBDS, que não mediram esforços para dar seu melhor. Encerramos a edição certos de que fizemos uma grande olimpíada e já nos preparando para a próxima edição de Tóquio, em 2025”, conclui Diana.

A CBDS tem patrocínio das Loterias Caixa e do Governo Federal. Para o evento, a entidade conta com o apoio da Azul Linhas Aéreas, que está transportando toda a delegação técnica e voluntários, além do ICOM-Libras, que disponibilizou a equipe de intérpretes de Libras para a delegação brasileira.

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