O Comitê Paraolímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) apresentou os atletas que representarão a Equipe Paralímpica de Refugiados nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Os atletas competirão nas modalidades de atletismo, natação, canoagem e taekwondo.
A equipe representa as mais de 82 milhões de pessoas em todo o mundo que foram forçadas a fugir da guerra, perseguição e violações dos direitos humanos. Desse número, cerca de 12 milhões são pessoas com deficiência. A Chefe de Missão da equipe é Ileana Rodriguez, refugiada cubana que competiu nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012 pela delegação norte-americana.
“Eu encorajo as pessoas a apoiarem a equipe esportiva mais corajosa do mundo, a Equipe Paralímpica de Refugiados. Esses atletas mostram como a mudança começa no esporte: eles sofreram lesões que mudaram suas vidas, deixarem seus países em busca de proteção e empreenderam jornadas perigosas, mas apesar das diversas barreiras colocadas em seus caminhos, eles se tornaram atletas de elite prontos para competir nos Jogos Paralímpicos de Tóquio”, afirma Andrew Parsons, presidente do IPC.
“O esporte é uma ferramenta poderosa para incluir pessoas refugiadas com deficiência na sociedade. O anúncio da Equipe Paralímpica de Refugiados é um momento comovente para o IPC. Estamos cumprindo o compromisso que assumimos no Fórum Global de Refugiados do ACNUR em 2019 para promover a participação igualitária de refugiados em eventos esportivos”, completa.
O IPC está trabalhando com o ACNUR, Agência da ONU para Refugiados, a fim de proporcionar oportunidades para que esses atletas notáveis contem suas histórias nos Jogos e enviem uma forte mensagem de esperança e inspiração para outras pessoas que foram forçadas a deixar suas casas ao redor do mundo. As pessoas refugiadas enfrentam grandes desafios de integração e as pessoas com deficiência estão frequentemente em risco ainda mais elevado, enfrentando barreiras adicionais para acessar assistência, serviços e oportunidades que os possibilitem contribuir para suas comunidades de acolhida.
O ACNUR, o IPC e os atletas da Equipe Paralímpica de Refugiados pedem por um mundo em que todas as pessoas deslocadas à força – com ou sem deficiência – possam ter acesso ao esporte e ao compromisso com um mundo inclusivo e igualitário. O atleta Abbas Karimi, que foi membro do Conselho Consultivo Global da Juventude do ACNUR e que recentemente foi nomeado Apoiador de Alto Perfil do ACNUR, é a essência deste compromisso como um defensor apaixonado pelo acesso e inclusão das pessoas refugiadas com deficiência ao esporte.
“Estou muito feliz em parabenizar cada um dos seis atletas nomeados hoje como membros da Equipe Paralímpica de Refugiados do IPC. Também estou imensamente orgulhoso de nossa colaboração com o Comitê Paralímpico Internacional na promoção da inclusão de pessoas refugiadas com deficiência no esporte. Esses atletas, como indivíduos e como uma equipe, estão enviando uma mensagem de esperança e inspiração para pessoas refugiadas em todo o mundo. Eles são pioneiros na promoção da inclusão de refugiados e de pessoas com deficiência no esporte de elite e na vida. Esperamos que esse exemplo nos aproxime de um mundo mais inclusivo e igualitário”, afirmou Filippo Grandi, Alto Comissário da ONU para Refugiados.
Conheça os atletas:
(Foto: Getty Images / Michael Reaves)
(Foto: Getty images / Milos Bicanski)
(Foto: UNHCR / Eugene Sibomana)
(Foto: Getty Images / Christian Petersen)
A Equipe Paralímpica de Refugiados de Tóquio competirá sob a bandeira do IPC e será a primeira equipe a entrar no Estádio Nacional do Japão durante a cerimônia de abertura.
*A participação de Parfait nos Jogos está sujeita à sua classificação, até 1º de agosto de 2021.
Confira o vídeo de boas-vindas à ‘equipe esportiva mais corajosa do mundo’:

