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Equoterapia gratuita e a parceria da família

Equoterapia

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Hoje os centros de equoterapia que trabalham com políticas públicas e atendimentos com gratuidade vem enfrentando dificuldades em parcerias com as famílias no decorrer do processo do tratamento dos seus filhos, pela conduta técnica, alta ou até mesmo por falta de um trabalho em conjunto para o desenvolvimento da pessoa com deficiência assistida pelo serviço.

Um dos maiores problemas é o entendimento da conduta técnica e do tratamento do prognóstico, que às vezes não atinge a expectativa da família por compreender a equoterapia como apenas montaria ou equitação, não contemplando outras metodologias e abordagens terapêuticas em prol do alcance de objetivos importantes para o praticante (termo utilizado para se referir à pessoa com deficiência na equoterapia).

O excesso de faltas pode comprometer o tratamento na equoterapia, até mesmo porque a equoterapia é realizada uma vez por semana e precisa de organizações e rotinas, tanto voltado para os quadros motores na adequação de tônus muscular, equilíbrio, marcha, controle cervical ou tronco, entre outros objetivos terapêuticos, quanto para os quadros cognitivos e comportamentais, organização, regras de conduta, disciplina, noção temporal, estimulação sensorial etc.

A equoterapia nas políticas públicas com gratuidade normalmente é traçada em contrato de 06 meses a 01 ano com as famílias e as prefeituras juridicamente ou por portarias específicas, porém mesmo assinando a documentação no centro de equoterapia, algumas famílias entram em atrito com a prefeitura através de órgãos públicos, buscando ficar mais tempo no tratamento mesmo se os objetivos técnicos já tiverem sido alcançados ou estabilizados.

A parceria da família na equoterapia é muito importante para o desenvolvimento da pessoa com deficiência, portanto faz-se necessário o respeito com toda a equipe administrativa e técnica para que a intervenção terapêutica avance. Precisa existir reciprocidade e confiança no trabalho da equipe.

Muitas famílias desrespeitam os profissionais técnicos e administrativos, querendo impor as condutas terapêuticas, organizações administrativas, escolhas de cavalos e metodologias, inclusive o tempo dos seus filhos de ficarem nos atendimentos.

O atendimento gratuito é para todas as pessoas com deficiência e não apenas de alguns, não se pode extrapolar os direitos que são de todos e não individualizados, por isso há um tempo de permanência para inclusive o alcance dos objetivos traçados. 

A equoterapia é específica como tratamento para a pessoa com deficiência, mas alguns centros de equoterapia estão precisando adotar medidas de atendimentos simultâneos para as famílias, como convivências e acompanhamento da assistência social, assim tentarem diminuir atritos e divergências estipuladas pelos entes, em prol de direcionamentos e até em redes de apoio e saúde.

Todos os lugares possuem regras e organizações para um bom funcionamento e precisam de respeito, dedicação para desenvolver um atendimento com qualidade, ética e bioética.

Quando se constrói parceria e respeito com os profissionais, se constrói habilitação, reabilitação, educação, emoções boas, ambientes com alegria e saudáveis… Ambientes saudáveis fazem parte do processo terapêutico. A equoterapia precisa ser benéfica e acolhedora, com simbiose entre a família, pessoa com deficiência, equipe técnica, administrativo, cavalos… Ambiente feliz…

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