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Sentar na frente e ter um ledor de prova é intervenção?

Descrição da imagem #pracegover: foto de uma sala de aula. Uma educadora está sentada ao lado de uma menina cadeirante. A menina está de costas e olha para a professora. Na mesma mesa estão outras duas crianças, uma menina e um menino. Todos estão felizes. Fim da descrição.

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Essas e outras medidas escolares são comuns em situações de diagnóstico para transtornos e dificuldades de aprendizagem. Muito comum a contratação do professor particular, da clínica psicopedagógica e a conquista legal do monitor dentro do espaço escolar.

Então eu resolvi provocar vocês. O que queremos para os nossos filhos e alunos, depois de um diagnóstico de TDAH, dislexia, deficiência intelectual e tantos outros transtornos e síndromes? O que as medidas especiais estão causando em nossas crianças que apresentam dificuldades? Uma hipótese diagnóstica não deve ser um fim e sim um começo. O começo de um processo de reconhecimento, adaptação e desenvolvimento.

Essas crianças não estão condenadas à estagnação. Elas podem se desenvolver, aprender e crescer! Para garantir esse ciclo saudável é necessário atenção ao que estamos oferecendo para nossas crianças: muita compensação e pouco estímulo? Ou compensação adequada e muito estímulo?

Sentar-se à frente longe de portas e janelas, ter um ledor e digitador de avaliações e maior tempo para realizá-las, ganhar um currículo exclusivo e menor para aprender, são compensações. Maneiras de aliviar as tensões e dificuldades. Formas de encontrar a zona real de desenvolvimento. Necessárias? Sim! A depender da hipótese diagnóstica são necessárias sim.

Porém, se é apenas isso que oferecemos, então é preocupante. Considerando que o cérebro das crianças é remodelado de acordo com o ambiente em que estão inseridas, excesso de compensações sem estímulo adequado podem estagnar o desenvolvimento, provocar rigidez e acomodação no manejo do tempo, da complexidade e da progressão do desenvolvimento.

E preciso garantir junto com as compensações, estímulos adequados para as habilidades enfraquecidas, monitoramento do desempenho, estabelecimento de metas plausíveis para cada caso e recompensas imediatas para os avanços alcançados. Compensação é apoio, mas não garante o desenvolvimento e a potencialização das habilidades enfraquecidas.

Então, sugiro que vocês, família e escola pensem sobre o quadro a seguir:

Um bom programa de intervenção cuida de todos esses aspectos

Compensar sem estimular é estagnar!

Quer saber mais sobre COMO CRIAR UM BOM PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PARA O SEU ALUNO OU PACIENTE? Participe comigo, do curso ‘Fundamentos de Neuroplasticidade no Programa de Intervenção da Criança com Transtorno ou Dificuldades de Aprendizagem’. Outras informações sobre o curso podem ser solicitadas pelo e-mail: espacovidagv@hotmail.com.

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