Por: Adriana Dutra*
Entre os dias 20 e 23/9, a capital paulista foi palco dos Jogos Escolares do Estado de São Paulo (JEESP- Paralímpico). Os torneios, que aconteceram no Centro Paralímpico Brasileiro, foram organizados pela Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, do Estado de São Paulo em parceria com as secretarias dos Direitos da Pessoa com Deficiência e da Educação.
As disputas do JEESP valeram vaga para a seleção que irá representar o estado de São Paulo nas Paralimpíadas Escolares, programadas para acontecer entre os dias 20 e 25/11, no Centro Paralímpico Brasileiro.
A seletiva reuniu cerca de 350 atletas, de 76 municípios paulistas, todos jovens, com idade entre 12 e 17 anos, e com deficiência física, visual e intelectual. As disputas aconteceram em 11 modalidades: atletismo, basquetebol em cadeira de rodas, bocha, futebol de cinco, futebol de sete, goalball, judô, natação, tênis em cadeira de rodas, tênis de mesa e voleibol sentado.
Cada uma destas modalidades podem ser disputadas por um número máximo de atletas em suas delegações. Quando o número de atletas inscritos ultrapassa o máximo permitido, são realizadas seletivas para escolher os atletas com maior destaque, que representarão o estado nas Paralimpíadas Escolares.
Outro fator a ser considerado, envolve os torneios de grupos, já que quando não houver o número mínimo de atletas participantes, a modalidade fica de fora da disputa.
Neste ano, pela primeira vez na história, a delegação paulista estará completa nos jogos. Isso se dá por conta do trabalho árduo de todos os municípios, que se dedicaram na preparação dos atletas, para manter a qualidade da equipe.
Segundo o secretário de Esportes, Paulo Maiurino, “ao realizarmos a etapa paralímpica do JEESP, buscamos formar novos nomes para o paradesporto nacional, e mais que isso, contribuir para que pessoas com deficiência de todo o país despertem para uma vida saudável, ativa e de total inclusão”.
Os Jogos Escolares têm por objetivo promover a integração e o intercâmbio dos alunos, além de ampliar as oportunidades de socialização e aquisição de hábitos saudáveis, por meio do esporte, e também visam descobrir novos talentos para o esporte. Agora vamos aguardar as a Paralimpíadas Escolares, em novembro!
*Adriana Dutra é advogada, presidente da Atitude Paradesportiva, ONG que ajudou a criar em 2010. Atua com esporte adaptado há 10 anos, incentivando a prática de atividade física, dando oportunidade de treinamento e organizando eventos para a divulgação e fomentação das modalidades adaptadas.
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