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Link 2018: Evento da Hand Talk reuniu especialistas em acessibilidade digital

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Lounge do Summit de Acessibilidade Digital da Hand Talk. No centro da imagem, vemos três mulheres, que estão se comunicando em Libras, em volta de um carrinho de supermercado, que faz parte de uma intervenção do evento. No carrinho, tem uma placa branca, onde está escrito: "O que você quer aprender em língua de sinais?". Fim da descrição.

Summit de Acessibilidade Digital da Hand Talk reuniu especialistas, em São Paulo (Foto: Portal Acesse)

Na quarta-feira, dia 8 de agosto, a Hand Talk promoveu a primeira edição do Link 2018, maior evento de acessibilidade digital do Brasil, que reuniu especialistas da área, no Google Campus, em São Paulo (SP).

Durante o evento, foram realizados painéis e talks para divulgar a importância da acessibilidade para todos na web, e os participantes puderam acompanhar a programação por meio da transmissão ao vivo.

 

Link 2018 discutiu acessibilidade digital

Na abertura do evento, o CEO da Hand Talk, Ronaldo Tenório, ressaltou a importância da acessibilidade digital para garantir o acesso de todos, inclusive pessoas com deficiência.

Na sequência, Simone Freira, do Movimento Web Para Todos, destacou a importância de utilizar recursos de tecnologia assistiva para promover a comunicação com o público com deficiência.

“Estamos falando em mais de 45 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência. Não é possível que se despreze essa parcela da sociedade, já que pesquisas apontam que 95% dos sites brasileiros não têm acessibilidade”, explica.

 

Boas práticas de acessibilidade digital

Painel sobre as boas práticas de acessibilidade nos sites (Foto: Portal Acesse)

O painel que discutiu as boas práticas de acessibilidade nos sites teve mediação de Ana Clara, da Sondery Creative Acessibility, reuniu os especialistas Reinaldo Ferraz, da W3C Brasil; Thabata Marchi, da RH-Software; e William Daflita, da Espiral Interativa.

Eles lembraram alguns mitos sobre acessibilidade digital, como o fato de ser caro e complexo, deixar o site feio, falta de público e por considerarem um investimento desnecessário, entre outros fatores.

Também foram compartilhadas dicas para promover a acessibilidade e a importância da audiodescrição das imagens, tanto nos sites, quanto nas redes sociais.

 

Empatia e inclusão

A palestrante Sabine Schaade (Foto: Portal Acesse)

Em uma palestra impactante, Sabine Schaade, do blog Filhos Especiais, Pais Abençoados’, compartilhou um pouco sobre as angústias vivenciadas após o diagnóstico de surdez de seu filho mais novo.

Sabine destacou as dificuldades enfrentadas, até entender que aceitar a deficiência e trabalhar para garantir a qualidade de vida de seu filho era o melhor caminho.

 

Acessibilidade em projetos digitais

Na primeira palestra da tarde, Talita Pagani, da Consultoria Utilizza, apresentou algumas soluções para todos os envolvidos na produção de conteúdos digitais.

Painel sobre os direitos das pessoas com deficiência na internet (Foto: Portal Acesse)

Já o painel sobre os direitos das pessoas com deficiência na internet, teve mediação do arquiteto Alexandre Ohkawa, que é surdo, em Libras, com tradução para a língua portuguesa.

Na ocasião, Bárbara Simão, do IBMC; Fabíola Calixto e Sidney Tobias, da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo; e Gustavo Torniero, da ONCB, discutiram temas relacionados à garantia gratuita a recursos de acessibilidade, as diferentes formas de acessibilidade digital e os recursos e investimentos na área.

O palestrante Aurélio Pimenta (Foto: Portal Acesse)

Em sua palestra, sobre acessibilidade na web como experiência para o consumidor, Aurélio Pimenta, do eSSENTIAL Accessibility, elencou os formatos de acessibilidade necessários para cada uma das deficiências, além de apresentar as regras técnicas para promover a acessibilidade digital.

Painel sobre iniciativas de acessibilidade das grandes empresas (Foto: Portal Acesse)

O painel sobre os desafios e iniciativas de acessibilidade nas grandes empresas reuniu os especialistas Alexandre Theodoro, Mortimer, do Banco Bradesco; Milena Delfini, do Magazine Luiza, com mediação de Ivone Santana, do Instituto Modo Parités.

A discussão abordou a importância do diagnóstico para alcançar soluções inclusivas que sejam efetivas para garantir o acesso de pessoas com deficiência. “Pra tudo isso acontecer, de verdade, o primeiro passo é a sensibilização das pessoas. Quando conhecemos as necessidades, podemos buscar a solução mais adequada”, garantiu Milena.

Na última palestra do evento, Priscyla Laham, da Microsoft Brasil, destacou a diversidade como fator decisivo de inovação nas corporações.

 

Hand Talk

Uma startup brasileira premiada pela ONU, por ter desenvolvido o melhor aplicativo social do mundo, a Hand Talk realiza tradução digital e automática para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), por meio de seu tradutor de sites e do aplicativo. As soluções buscam democratizar o acesso à informação e à comunicação, sendo complementares ao trabalho dos intérpretes de Libras.

A empresa, premiada internacionalmente e referência no segmento, é comandada por um simpático intérprete virtual, o Hugo, um personagem 3D que torna a comunicação interativa e de fácil compreensão.

 

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