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Pandorga Cia de Teatro apresenta espetáculo infantojuvenil no RJ

#descricaodaimagem #pratodosverem foto dos atores no palco, durante uma cena do espetáculo.

Espetáculo aborda saúde mental (Foto: Renato Mangolin)

Conhecida por seu repertório dedicado especialmente ao público infantojuvenil, a Pandorga Cia de Teatro está em cartaz com o espetáculo ‘Louise/os ursos’, no Sesc Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ). Com sessões aos sábados e domingos, às 16 horas, a peça pode ser conferida até o dia 4 de junho de 2023.         

A montagem é a primeira no Brasil de uma obra da autora francesa Karin Serres – que tem mais de 30 textos encenados na Europa, Estados Unidos e Canadá. Escrita em 2006, ‘Louise/os ursos’ foi finalista no Grande Prêmio Francês de Literatura Dramática e integra a listagem de textos de excelência, segundo o Ministério da Educação da França. 

Com direção de Cleiton Echeveste, integrante e fundador da Pandorga, a peça teve seu texto traduzido especialmente para esta montagem por Thaís Loureiro e Hugo Moss. A realização é da Pita Produções e da Pandorga Cia. de Teatro.

Formado por Chris Rebello, Eduardo Almeida (integrante e fundador da Pandorga), Giuseppe Marin e Ingrid Peixoto, o elenco conta a história de Louise, uma menina de 11 anos que mora em Alberta, no Canadá, com o pai e a irmã mais velha. 

Certo dia, algo extraordinário acontece em sua vida: ela vê atrás de si um grande urso branco transparente, que a segue por todos os lugares: em casa, na rua, na escola. Não é fácil convencer sua família de que ele existe – principalmente quando, aos poucos, ursos transparentes surgem por toda parte, atrás do pai, da irmã e de todos os habitantes da cidade. A questão é: apenas Louise consegue ver e ouvir os ursos. Ela vê coisas que os outros não vêem ou eles são muito desatentos?

Diretor de ‘Louise/os ursos’, Cleiton Echeveste é integrante do Centro Brasileiro da Associação Internacional de Teatro para a Infância e Juventude (CBTIJ/ASSITEJ Brasil), tendo participado, em 2014, do ‘New Visions, New Voices’ – um programa bienal de dramaturgia promovido pela ASSITEJ (Associação Internacional de Teatro e Artes Cênicas para Crianças e Jovens) no Kennedy Center for the Performing Arts, nos Estados Unidos. 

Foi durante esse encontro que Cleiton conheceu a Karin Serres, dramaturga convidada para o projeto de tradução do evento, com a peça ‘Louise/os ursos’. 

“Acho que o que me atraiu na peça, em primeiro lugar, foi essa porta de acesso ao mundo imaginário. Esse processo de transformação ou transição de uma fase da vida para outra, que eu acho que todos os personagens vivem. Mas, particularmente com a Louise, fui seduzido por essa discussão sobre os limites do que é hoje entendido como saúde mental; e sobre essa conexão da criança com o mundo imaginário e a perspectiva dessa transição da infância para adolescência”, diz o diretor. 

Artista inquieta e múltipla, Karin Serres começou a carreira como cenógrafa. Ao longo de sua trajetória, trabalhou como diretora, figurinista, dramaturga e tradutora. Essa é a primeira vez que uma de suas peças é encenada no Brasil.

“Escrever para teatro é sempre deixar grandes buracos para que os artistas possam preenchê-los quando forem encenar a peça. Para mim, a riqueza do teatro é que cada texto pode ser encenado por em diferentes equipes e preencher esses buracos de formas distintas”, contou Karin durante um papo virtual com o elenco e a equipe de criação da montagem da Pandorga. “Louise/os ursos” é a peça mais traduzida de sua autoria em outras línguas. “Cada nova tradução traz novos aspectos da história, porque nem tudo é possível de ser traduzido como foi escrito em francês”, diz.  

Acolhimento ao público

Com a ideia de promover acessibilidade e inclusão de crianças e jovens neurodivergentes durante toda a temporada, a Pandorga convidou a artista, educadora e pesquisadora Cristiane Muñoz para se juntar ao processo de montagem do espetáculo, participando de leituras e ensaios, a fim de criar um ambiente de regulação sensorial. 

Este espaço está disponível no saguão do teatro para que crianças e jovens com transtorno do espectro autista (TEA) ou transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) possam sair da sala, se acalmar e retornar quando se sentirem prontas. 

“Os teatros não estão preparados para pessoas com autismo, que têm necessidades específicas. Estamos falando de formação de plateia. Às vezes, uma cena pode ter um impacto grande na criança, mas não quer dizer que ela não tenha gostado. Então, se a criança precisar sair da sala, ela vai sair, se regular e retornar”, explica Muñoz. 

Pandorga Cia de Teatro

Criada em 2006, a companhia foi gestada durante oficinas ministradas pelos integrantes Cia. dos Atores, na sua sede na Lapa, naquele ano. Composta originalmente por Cleiton Echeveste (dramaturgo e diretor) e Eduardo Almeida (ator e produtor), a Pandorga tem contado com a colaboração regular de diversos parceiros artísticos, nas diversas áreas da criação. 

Como companhia de repertório dedicada especialmente ao público infantojuvenil e jovem, habitualmente compartilha seus processos criativos através de leituras, encontros, oficinas, conferências e outras atividades artístico-pedagógicas. No seu repertório, estão os espetáculos: ‘O menino que brincava de ser’ (2007); ‘Cabeça de vento’ (2012); ‘Juvenal, Pita e o velocípede’ (2015); e ‘Como dobrar um lençol com elástico – Um experimento cênico (2021)’.

Para saber mais acompanhe o Instagram da Pandorga Cia de Teatro.

Serviço:

Louise/os ursos

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