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Sobre o amor que não vivemos

Descrição da imagem: Um coração formado com as páginas de um livro. Fim da descrição.

Ao longo da minha vida aprendi de várias formas que o amor é o sentimento mais potente e transformador que alguém pode sentir. Bom, pelo menos eu penso assim.

É certo que cada pessoa sente de um jeito e expressa as suas sensibilidades de maneira singular. O que é importante para um, nem sempre é para o outro. Somos seres complexos, quase indecifráveis e capazes de sentir com a mesma intensidade amor e ódio, tristeza e alegria, nojo e deleite… 

Talvez por isso essa complexidade e completude da expressão “pensar, sentir e agir” toque tão profundamente o meu coração! É a perfeita conexão entre mente, corpo e espírito, um sincronizado ao outro.

Sim, creio exatamente nesse trajeto como processo de maturação das habilidades socioemocionais que pouco a pouco são incorporadas e refinadas pela tão sonhada Inteligência Emocional, a competência mais valorizada do século. E por que será?

Quanto mais me conheço e aprendo a lidar com as minhas limitações, vulnerabilidades e dores, mais cura trago para a minha vida e mais fortalecida sigo para realizar projetos, sonhos e principalmente interagir comigo, com as pessoas, meio ambiente e o mundo exatamente como ele é, sem máscaras ou devaneios.

O amor que carrego dentro de mim transcende para o mundo através das minhas escolhas, da minha entrega, do meu servir… Haja o que houver espero por ti porque eu sei quem és para mim… Conhece a ti mesmo! Lembra?

“As respostas, de algum modo, sempre estão guardadas dentro de nós! Olhe-se no espelho!

É preciso evoluir, silenciar, contemplar o movimento natural da vida e as singelas mensagens que a todo momento chegam até nós… 

Aceitar, acolher, respeitar, desejar do fundo das entranhas ser melhor, estudar, buscar recursos nobres que assegurem um caminhar mais leve e assertivo. Encorajar-se e persistir para pouco a pouco, acessar a sua melhor versão, construir significância à sua vida, das pessoas que ama e inspira!

Sim, somos mais observados e admirados do que se possa imaginar. Então é importante ter cautela e sabedoria nas ENTREGAS que fazemos por aí, especialmente naquelas que mostram de verdade quem somos no dia a dia, nos bastidores, fora dos holofotes e quando, aparentemente, não há ninguém olhando. Sabe?

E o que isso tudo tem a ver com o amor que não tivemos?

Tudo! Somos a manifestação pura e cristalina do amor que habita dentro de nós, daquele que tivemos e do que nos faltou. E isso é fantástico pois nos torna ÚNICOS. Todos os dias pessoas nascem e morrem. Enquanto alguém se alegra com a chegada de mais um membro na família, em algum lugar alguém chora pela partida de um amor.

E cada pessoa, ao seu modo, reage e sente o amor do seu jeito. Está aí algo que não há como moldarmos ao nosso  gosto ou contentamento. É SENTIR!!! 

Por outro lado, existem situações na vida que somos testados em nosso mais profundo e verdadeiro sentir. Numa fração de segundos algo acontece e nos tira da zona de conforto. Experimentamos uma intensidade extraordinariamente perturbadora de emoções distintas que quase nos levam à loucura. 

Surpresa, susto, medo, horror, desespero, raiva, alegria, coragem, força, paixão, desejo, nojo, prazer…  Sensações adversas que enviam estímulos potentes ao nosso cérebro que imediatamente responde fisiologicamente e percebemos mudanças ocorrerem e nos impulsionarem a respostas, ações, comportamentos que nem sempre conseguimos controlar. Você já experimentou isso?

Quantas vezes olhamos para a nossa trajetória, para as nossas escolhas e todos os desafios que de algum modo, nos cercaram no momento em que escolhemos trilhar um caminho ao invés de outro? E na mesma proporção as alegrias, conquistas, aprendizados, pessoas, vivências. 

A vida é feita de momentos. É assim que escrevemos a nossa linda e fantástica história! É assim que construímos memórias afetivas e nutrimos o cérebro com sementes poderosas que instalam memórias que em muitas situações da caminhada são acionadas e nos acolhem, fortalecem e asseguram. Lembranças inexoráveis que a alma guarda num baú muito especial!

Quais momentos e memórias você guarda na sua alma? Quais palavras, comportamentos, pensamentos e emoções você entrega aos seus filhos e àqueles que ama?

“Escolher implica, obrigatoriamente, compreender que ao definir um trajeto sempre abrimos mão de muitas outras possibilidades.

E isso tem tudo a ver com o autoconhecimento, autorresponsabilidade, consciência e maturidade emocional.

São as escolhas transformadoras que fazemos diariamente para acolher, aceitar e conduzir as nossas crianças e adolescentes que define o percurso. As nossas escolhas, comportamentos, emoções inspiram a todo momento os nossos filhos e nós somos as pessoas mais importantes do planeta para eles! 

Quando nos tornamos mães e pais é preciso ficar claro que cada movimento nosso é entrega para o mundo! Ter clareza do mundo que desejamos é imprescindível!

Então, eu compreendo que os dias têm sido desafiadores. A vida é assim e muitas vezes exige de nós aquilo que nem sabemos que somos capazes de entregar e dar conta com excelência. Perceba-se! E, se de alguma forma ainda te dói tanto, desafie a derrota, desafie seus limites, olhe nos olhos do medo, da vulnerabilidade, das inseguranças que tentam te atormentar. Respire fundo e solte o ar tirando a fragilidade de dentro você… Dê uns passos atrás se for preciso para pegar impulso e vá!

É somente VOCÊ quem pode decidir entre ser medíocre e contentar-se com o que “alguém” definiu para a sua caminhada ou, se reinventar, renascer se preciso for, sacudir a poeira que faz suas feridas sangrarem e seguir adiante, voar!

Ir ou ficar. Eis a questão! 

O amor que não tivemos talvez importe, mas certamente o que faz total diferença nessa jornada é o amor que entregamos ao mundo. Existem milagres diante dos seus olhos! 

A vida é mesmo uma indescritível caixinha de surpresas e algumas delas, nem sempre trazem o acalanto que tanto desejamos, mas talvez seja exatamente ali que habita a nossa maior força.

Faz sentido para você?

Com amor,

Roberta Borges.

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