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Equipe multidisciplinar na equoterapia é importante sim!

#descricaodaimagem foto de uma criança alimentando um cavalo, com a supervisão de um profissional de equoterapia. Fim da descrição.

Eliane Baatsch fala da importância da equipe multidisciplinar na equoterapia (Foto: Divulgação)

Em primeiro lugar, gostaria de pedir desculpas para todas as expertises e profissões que foram desvalorizadas, e que se sentiram desrespeitadas dentro da equoterapia em desinformações por publicações alheias e inapropriadas vindo da internet.

Aos pedagogos (não apenas professores), aos profissionais de educação física, psicólogos, assistentes sociais, musicoterapeutas, psicomotricistas, psicopedagogos, veterinários, médicos, instrutores de equitação, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, auxiliares: guia – lateral, tratadores, eqüinos, ferrageadores, equipes administrativas, aos que amassam barro no picadeiro, às políticas públicas dentro da equoterapia, a todos, minhas sinceras desculpas, mesmo não vindo da minha pessoa essas publicações, mas por conhecer a realidade dos trabalhos exemplares acontecidos no Brasil, da ANDE-BRASIL (Associação Nacional de Equoterapia) e que de fato realmente são atuantes na equoterapia, fazendo a diferença na vida das pessoas com deficiência.

Como sempre expressei nas minhas colunas, acredito na importância dos diversos profissionais da área da saúde, educação e equitação na equoterapia. Não existe profissão melhor ou menor dentro de uma equipe multidisciplinar, seria até injusto classificar qual profissão é melhor, decorrente de um contexto laico, cultural e de diversidades, pois todos aprendem, se respeitam, estudam, abrangem os seus conhecimentos, trabalham em conjunto com ética e coerência técnica.

Afinal, na equoterapia, não se trabalha apenas quadros motores, cognitivos ou comportamentais… só emocionais… sociais… até mesmo porque não podemos dividir o praticante em partes: braços, pernas, cervical, tronco, emoção, cognição, comportamento… trabalhamos com pessoas, seres humanos, o esperançar das famílias… lembro muito da história do julgamento do Rei Salomão na causa de duas mulheres… equoterapia também é ciência, amor, dedicação, agregação e a divisão deve somente espalhar conhecimentos.

Ressaltando as associações e as comorbidades em algumas deficiências para o atendimento técnico realizado por uma equipe de profissionais.

Gostaria também de acrescentar o número da Lei da Equoterapia 13.830 de cunho federal para o esclarecimento de algumas dúvidas e desdobramentos a respeito da equoterapia. E na dúvida, solicitem informações à ANDE-BRASIL, assim obtendo informações com maior propriedade sobre o assunto.

Muitos centros de equoterapia têm se especializado cada vez mais em formações na intervenção terapêutica, ampliando conhecimentos e aumentando sua equipe para um trabalho multidisciplinar e interdisciplinar, com ética, conhecimento e melhora da qualidade no atendimento da pessoa com deficiência. 

Trabalhar em equipe é a probabilidade da transdisciplinaridade e da efetividade do atendimento global.

O aprendizado vem com a humildade de compreender o outro profissional da equipe em suas expertises, ponto de vista técnico, construção de conhecimentos e possibilidades, diminuição de egos, escuta, olhar diferenciado, metodologias, prática e estar aberto a estudar não só na sua profissão, mas buscar outros conhecimentos de outras áreas.

Equoterapia  é contribuir, nortear, crescer e aprender, sempre com humildade, amassar barro, agregar e construir, não em prol de si mesmo mais do outro, é amor ao próximo…

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