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Teatro Sérgio Cardoso tem programação especial no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

#descricaodaimagem #pratodosverem foto dos atores da peça 'Clarear'. Um homem está entre duas mulheres. Eles estão segurando suas bengalas e sorriem.

Os atores Luma Sanches, Paulo Palado e Ghell Silva (Foto: Divulgação)

O Teatro Sérgio Cardoso, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, preparou uma programação especial para o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, celebrado em 3 de dezembro.

Serão exibidos três espetáculos: ‘Clarear’ (teatro cego); ‘Concerto natural’ (música); e ‘Canto dos malditos’ (dança), com o intuito de mostrar que a arte pode ser feita por todos e para todos. Confira, a seguir, outros detalhes das apresentações.

Teatro Cego apresenta ‘Clarear’

No dia 3 de dezembro, domingo, às 11h, o Teatro Cego apresenta o espetáculo ‘Clarear’. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos na bilheteria 1 hora antes do espetáculo. 

Nesta montagem, além das experiências sensoriais, o tema também é totalmente voltado para a questão da integração. Em cena, 5 jovens dividem a mesma república. Uma mulher com deficiência visual, um homem com deficiência auditiva, uma cadeirante, um argentino e uma torcedora fanática do Juventus, da Mooca. 

Com muito bom humor, a trama mostra a superação de dificuldades de comunicação e convivência, por meio da sinergia da amizade, em um espetáculo que conquista a plateia com um paradoxo entre a complexidade e a simplicidade do tema.

Ficha técnica

Serviço:

Clarear – Teatro Cego

Orquestra Brasileira Inclusiva apresenta ‘Concerto natural’

A apresentação do espetáculo ‘Concerto natural’ da Orquestra Brasileira Inclusiva, será no dia 3 de dezembro, domingo, às 16h. 

A orquestra de ‘Concerto natural’ (Foto: Divulgação)

O espetáculo foi idealizado com base no conceito de que a música é algo que acontece naturalmente no ser humano e, por ser assim, no palco, ela acaba aparecendo de forma espontânea e livre. 

Os arranjos da orquestra são pensados para que os solistas PCDs transitem livremente dentro da forma musical, sem se preocupar, proporcionando ao público momentos únicos de improviso. O repertório é concebido nos moldes de uma orquestra contemporânea voltada à música popular.

A Orquestra Brasileira Inclusiva existe desde 2017 e está situada na cidade de São João da Boa Vista, no interior do estado de São Paulo. Ela foi criada por meio da demanda de mães e amigos engajados nas questões de inclusão que sugeriram ao professor Carlos Henrique Toni que elaborasse um projeto de música para atender o público PCD, contendo aspectos de interação social, terapia e arte. 

As primeiras aulas começaram com dois alunos, ampliando em seguida. Com a desenvoltura dos alunos, percebeu-se que existia uma possibilidade de trabalhar em grupo, o que fez nascer a Orquestra Brasileira Inclusiva, com a ideia de conhecer e promover artisticamente pessoas que tenham deficiência intelectual, Síndrome de Down e Autistas na cidade de São João da Boa Vista e região. 

A concepção estética pretende formular uma ideia de trabalho híbrido, com músicos profissionais e os alunos. Assim, foi continuado o trabalho em 2017 e, em 2018, foi feito o primeiro concerto com a Orquestra. A partir de 2019, o conceito de performance da Orquestra foi ampliando percepções. Em 2021, os trabalhos presenciais foram retomados e foi lançado o concerto 21, em homenagem à Síndrome de Down. Em 2022, foi gravado o primeiro DVD, também autoral, junto com o guitarrista Michel Leme.

Alunos e Solistas:

Serviço:

Concerto Natural – Orquestra Brasileira Inclusiva

Marcos Abranches apresenta o espetáculo ‘Canto dos Malditos’ 

O espetáculo de dança ‘Canto dos Malditos’ no dia 3 de dezembro, domingo, às 19h, com entrada gratuita. 

Inspirado especialmente no filme Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodanzky, adaptado do livro Canto dos Malditos, de Austregésilo Carrano, o solo reflete a relação entre equilíbrio e desequilíbrio dentro da parcialidade de movimento do dançarino Marcos Abranches.

Cena de ‘Canto dos malditos’ (Foto: Divulgação)

O dançarino quer, através de passos, despertar do vazio e isolamento causado pelo desequilíbrio. O antiestético do movimento é sentido pelo abandono e pela rejeição, entendendo que o alívio está no amparo do amor. O solo investiga no movimento do corpo um mundo sem angústia, sem dores, sem desespero. Busca a vida. Encontra na dança o equilíbrio do corpo e o belo da alma.

Serviço:

Canto dos Malditos

O Teatro Sérgio Cardoso fica na Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, em São Paulo – SP.

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