A cidade de São Paulo é mundialmente conhecida por ser uma das capitais do entretenimento, a cidade é repleta de opções gastronômicas, atrações de lazer e culturais.
Quanto a acessibilidade destes locais para pessoas com deficiência, algumas instituições da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo oferecem, além da acessibilidade física, programas de inclusão e atividades para que as pessoas com deficiência também tenham acesso à cultura. Confira algumas delas!
Bibliotecas acessíveis
As bibliotecas de São Paulo e do Parque Villa-Lobos oferecem equipamentos especializados para pessoas com deficiência, como folheador de páginas, mesa ergonômica, leitora autônoma, reprodutor de áudio, régua Braile, teclado e mouse adaptados, computador com leitor de tela e ampliador de caracteres. As obras do acervo também são disponibilizadas em Braile, livros falados e audiolivros, e o usuário pode, ainda, levar o material para casa. Os espaços promovem, ainda, sessões de contação de histórias com interpretação em Libras e jogos adaptados.
Dança para pessoas com deficiência
A São Paulo Companhia de Dança utiliza em suas apresentações por espaços públicos do interior e da capital de São Paulo o recurso de audiodescrição, modo que transmite aos deficientes visuais, por meio de fones de ouvido, informações sobre cenário, figurino e os movimentos dos bailarinos. O aplicativo gratuito Whatscine transmite para smartphones e tablets os recursos de audiodescrição, interpretação em Libras e subtitulação, permitindo que as pessoas com deficiência entrem em contato com a experiência da dança.
Espetáculos acessíveis
O Teatro Sérgio Cardoso oferece audiodescrição e Libras em algumas sessões. Para participar é necessário solicitar as poltronas reservadas por categoria de acordo com a disponibilidade, que inclui baixa visão, cegos com audiodescrição, cegos acompanhados de cão guia, cadeirantes e surdos com tradução em Libras.
Já o Theatro São Pedro trabalha com acessibilidade na temporada de óperas. Algumas récitas possuem audiodescrição, Libras e legendas. Os recursos também são transmitidos pelo aplicativo WhatsCine, e os usuários devem baixá-lo previamente em seus smartphones ou tablets.
Fábricas de Cultura com acessibilidade
As unidades possuem acesso facilitado para cadeirantes, piso podotátil e programação especial para o público com deficiência visual e auditiva. Em suas bibliotecas são realizadas atividades nas quais os participantes aprendem como utilizar materiais destinados às pessoas com deficiência visual, como livros em Braile e audiolivros. As Fábricas possuem equipamentos que permitem a leitura para pessoas com deficiência visual e motora, impressora em Braile, e oferecem atividades diversas para aproximar os participantes da realidade das pessoas com deficiência.
Museus acessíveis
A Pinacoteca possui o ‘Programa Educativo Para Públicos Especiais’ (PEPE), que tem como objetivo permitir o acesso de pessoas com deficiências ao acervo por meio de abordagens multissensoriais. As visitas são realizadas por educadores especializados, inclusive em Libras, e para garantir mais autonomia de visitação ao público com deficiência, foi desenvolvida a ‘Galeria Tátil de Esculturas Brasileiras’, para o público cego, e um videoguia, para o público surdo. O espaço é acessível com elevadores, banheiro adaptado e sinalização.
Já o Museu da Imigração oferece o ‘Programa Museu Inclusivo’, que além da acessibilidade física, oferece visitas e atividades específicas para atender ao público com deficiência visual, auditiva, mental e intelectual. O projeto inclui desde desenhos em alto relevo, para experiências sensoriais, até produção de cartões-postais, quebra-cabeças e demais atividades que estimulem a interação entre essas pessoas.
O Museu do Futebol, acessível com elevadores, escadas rolantes, banheiro adaptado e sinalização, desenvolveu o ‘Projeto Deficiente Residente’, no qual pessoas com diversos tipos de deficiência foram integradas à equipe de atendimento do museu. Cada residência teve a duração de seis meses e contribuiu para novas maneiras de sociabilização, quebra de barreiras atitudinais e de paradigmas no olhar e na mentalidade de todos os envolvidos. O museu oferece também audioguia para cegos, com informações sobre o trajeto, descrição das salas e exploração do conteúdo desenvolvido.
A Casa Guilherme de Almeida passou por melhorias para facilitar o acesso dos visitantes com deficiência. Foram implementados piso podotátil, banheiro adaptado e elevador externo. A visitação é acompanhada por educadores capacitados em Libras, e a maior novidade é que estão desenvolvendo objetos que serão utilizados para o reconhecimento tátil do local.
Para aproximar o público de seu acervo, o Museu Afro Brasil, por meio do programa ‘Plural Singular’, selecionou obras originais e reproduções de obras liberadas ao toque, além de maquetes tridimensionais com legendas em dupla leitura (à tinta e em Braile). A acessibilidade do local conta com elevador, rampa de acesso, sinalização e banheiro adaptado.

