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Instituto Rodrigo Mendes apresenta estudo sobre tecnologias na educação inclusiva

O Instituto Rodrigo Mendes (IRM), em parceria com o Instituto Unibanco, realizou uma pesquisa que apresenta um panorama do uso de tecnologias digitais na educação básica e tem como objetivo impulsionar o uso e o desenvolvimento de recursos educacionais sob uma perspectiva inclusiva, para que contemplem todos os estudantes. 

O estudo, realizado pelo Núcleo de Pesquisa e Tecnologias para a Educação Inclusiva do IRM, apresenta um panorama atual da oferta de soluções em tecnologia educacional no Brasil, destacando algumas principais soluções inclusivas; identifica tecnologias digitais que, no contexto escolar, contribuem com o avanço da educação inclusiva; pretende impulsionar uma nova cultura tecnológica, comprometida em produzir soluções acessíveis para todos, desde a sua concepção; e vislumbra novos cenários pós-pandemia em que possam ser construídos projetos educacionais renovados.

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“A pesquisa apresenta um mapeamento do cenário atual de tecnologias digitais que favorecem a inclusão de estudantes com deficiência. Com isso, queremos incentivar gestores públicos e educadores a conhecerem mais sobre as soluções disponíveis, estimular uma cultura tecnológica mais inclusiva e impactar as salas de aula no sentido de promover a aprendizagem de todos”, diz Rodrigo Hübner Mendes, fundador e superintendente do Instituto Rodrigo Mendes. 

Para Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco, os dados apresentados no estudo contribuem para a trajetória de avanços da educação inclusiva no Brasil. “A inclusão é extremamente positiva para todos os estudantes brasileiros, com ou sem deficiência. Por isso, promover atividades a partir de ferramentas como as identificadas no estudo é um passo fundamental na promoção da igualdade de aprendizagem e na valorização da diversidade na educação. 

Cenário nacional, pandemia e tecnologias na educação

Há algum tempo a utilização de recursos digitais nas escolas tornou- se parte da realidade educacional. E, recentemente, diante dos problemas causados pela pandemia da Covid-19, com a adoção do ensino remoto ou híbrido, são pulsantes a necessidade e a urgência de reflexões direcionadas à construção de experiências inclusivas. 

Apesar dos esforços empreendidos pelo poder público, por organizações intergovernamentais, empresas, redes de ensino, estudantes e educadores, ainda há muitos desafios. O uso de tecnologias pode trazer oportunidades inéditas de desenvolvimento à nossa sociedade, mas também há o risco de aprofundar desigualdades sociais e formas de exclusão já existentes. Ainda mais quando se trata do Brasil, que carece de um plano específico para o setor de tecnologias educacionais. 


As principais conclusões do estudo 

1. A adoção de tecnologias educacionais deixou de ser um assunto transversal, tornando-se cada vez mais algo estratégico e central.

2. Conforme destacou recentemente a OCDE, em dias atuais as desigualdades multidimensionais persistem no Brasil, a despeito do aumento da participação na educação. As tecnologias não devem acentuar essas desigualdades. 

3. As fronteiras da educação digital trazem oportunidades e desafios. Nesse contexto, há uma necessidade atual de se consolidar formatos de aprendizagem inclusivos, que contemplem a diversidade humana, com auxílio de novas tecnologias. 

4. As tecnologias digitais são uma importante ferramenta de apoio às estratégias educacionais inclusivas, que necessitam ser pensadas para todos os estudantes. É um momento para se pensar na transição de soluções digitais nativas (born digital) para soluções acessíveis nativas (born accessible). 

5. Nos dias atuais, especialmente diante dos recentes desafios apresentados pela pandemia da covid-19, torna-se necessário reconstruir de maneira mais inovadora os sistemas de ensino. Isso significa não apenas testar a sua resiliência no cotidiano, mas também promover uma profunda mudança cultural, que utilize as tecnologias como ferramentas de ensino voltadas à valorização da diversidade. 

6. Existe uma ampla gama de soluções tecnológicas que podem ser utilizadas em sala de aula. O mercado de tecnologias educacionais está em crescimento constante. As entrevistas com as gigantes globais Google, Microsoft e Facebook revelaram uma crescente preocupação com acessibilidade, diversidade e inclusão. Porém, no cenário geral, muitas soluções ainda são concebidas sem a garantia de acessibilidade comunicacional, enquanto uma pequena parcela é direcionada exclusivamente para o público-alvo de estudantes com deficiência. Em outras palavras, identificou-se uma escassez de soluções que sejam, em um só tempo, nativas acessíveis e concebidas para atender todos os estudantes, sem exceção. Portanto, há ainda grande espaço para o desenvolvimento de tecnologias pensadas sem barreiras de uso e de acesso.

7. Com base nos estudos de caso considerados, é possível afirmar que o uso efetivo de tecnologias educacionais nas escolas ainda depende, predominantemente, da atuação e da vontade dos educadores regentes da sala comum e do Atendimento Educacional Especializado (AEE). Nas escolas, as práticas pedagógicas mediadas por tecnologias trazem ganhos reais, mas em geral são incipientes e podem ser amplificadas. Para que isso ocorra, é necessário haver uma forte sintonia entre as políticas públicas, as condições institucionais e o conteúdo da formação de educadores.8. Estratégias pedagógicas bem formuladas e apoiadas em tecnologias têm grandes chances de obter sucesso quando consideram as singularidades individuais.


Clique aqui para acessar o estudo Tecnologias Digitais Aplicadas à Educação Inclusiva

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Juliana Reis
Juliana Reishttps://www.portalacesse.com.br/
Jornalista, com mais de 20 anos de atuação, 13 deles atuando em projetos editoriais no segmento de acessibilidade e inclusão. Co-fundadora do Portal Acesse e da Ludik, agência de comunicação especializada em soluções inteligentes para auxiliar empresas que queiram promover uma comunicação para todos.
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