Um tema que vem conquistando cada vez mais espaço nas mídias, a arquitetura inclusiva ou desenho universal, é algo que vai além de atender as necessidades específicas de pessoas com deficiências e envolvem bem-estar, conforto e, principalmente, segurança.
Dentro disso, os conceitos do desenho universal prevêem detalhes que podem fazer muita diferença quando o assunto é tornar um ambiente acessível. Seja com identificações personalizadas em relevo para atender as necessidades de pessoas com deficiência visual; recursos auditivos para sinalização dos ambientes; rampas no lugar de escadas e degraus; banheiros adaptados e seguros; barras de apoio.
Convidamos o arquiteto e urbanista Robson Gonzales, especialista em desenho universal e diretor da ARPA – Arquitetura e Projetos para Acessibilidade, para uma visita à Casa Cor São Paulo, principal evento de arquitetura e decoração do país, para mostrar que a acessibilidade pode estar onde menos se espera.
“A maioria das pessoas já sentiu dificuldades dentro de casa, seja para ligar um aparelho na tomada ou ainda em uma situação em que se viu imobilizado por um período. É preciso ter a concepção de que se trata de uma arquitetura universal, que será boa para a maior parte da população”, explica Robson.
Isso porque os conceitos de desenho universal são mundialmente adotados para qualquer programa de acessibilidade plena e ele se assume como instrumento privilegiado para a concretização da acessibilidade e, por extensão, de promoção da cidadania e inclusão.
Entre as especificações, o profissional destaca:

- móveis e objetos com cantos arredondados podem melhorar a circulação e garantir a segurança dos ambientes;
- portas devem ter um vão livre mínimo de 80 centímetros e as maçanetas devem ser de alavanca, com a fechadura instalada acima delas, para facilitar a visualização;

- pisos antiderrapantes, principalmente em banheiros, lavanderias, cozinhas, áreas de serviço, varandas e demais áreas externas;

- tapetes, capachos e passadeiras devem ser bem finos e colados no piso com fita adesiva para evitar acidentes;
- degraus devem ser evitados, mas quando existirem, precisam ser substituídos por rampas, com inclinação máxima de 7 centímetros, e com corrimãos para apoio que precisam ser instalados em ambos os lados, seguindo os padrões de medidas entre 3 centímetros e 4,5 centímetros;

- no banheiro, dê preferência para bacias sanitárias que podem ser instaladas na parede, para que estejam na altura correta, e escolha torneiras com alavancas de monocomando ou misturadores com dois volantes com 1/4 de volta;
- pias ou lavatórios devem estar suspensos a uma altura de 80 centímetros;
- tomadas devem ser instaladas em pontos mais altos (o ideal é manter as mesmas a uma distância de 45 centímetros do chão);

- iluminação de teto e de piso, com luminárias instaladas nas bordas do rodapé e nas paredes, incluindo degraus de escadas para orientação noturna.
Arquitetura e projetos para acessibilidade

A ARPA é uma empresa que nasceu com o objetivo de tornar o Brasil mais acessível e promover a aplicação dos fundamentos do desenho universal nos projetos de arquitetura, urbanismo, decoração e design de produtos.
A empresa possui a mais completa e multidisciplinar equipe de especialistas pós-graduados do mercado formados por arquitetos e urbanistas, educadores, especialistas em trânsito e transporte vertical, especialista em arquitetura religiosa e educacional, que colaboram a partir de sua formação técnica, universitária e experiência profissional, com profundo conhecimento das normas técnicas e legislações vigentes.
A ARPA é empresa parceira da Fundação Dorina Nowill para Cegos e representa na América Latina mais importante empresa de acessibilidade da Europa: MPH – Group.
Serviço
A Casa Cor SP pode ser visitada até domingo, 23/07, das 12h às 21h, no Jockey Club de São Paulo, que fica na Avenida Lineu de Paula Machado, 1075 – Cidade Jardim
