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Representatividade e empatia ganham a cena no festival Acessa BH

Espetáculos protagonizados por artistas com deficiência, rodas de conversa, debates e oficinas estão na programação da 2ª edição do festival Acessa BH. O evento, que tem o intuito de dar o protagonismo às pessoas com deficiência, tanto nos palcos, como no centro dos debates e trazer o assunto da inclusão e da acessibilidade para a pauta e prática cotidiana, vai acontecer de 1º de setembro a 31 de outubro de 2022, de forma virtual no YouTube oficial do evento, e também presencialmente em Belo Horizonte.

Dentre os destaques estão o espetáculo de abertura, E.L.A, a estreia de Ave, montagem da Cia Ananda de Dança Contemporânea e do Núcleo de Criação e Pesquisa Sapos e Afogados, além de apresentação com o renomado maestro João Carlos Martins. 

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Na quinta-feira, dia 1º/9, às 19h, acontece a live de abertura do festival com apresentação de Brisa Marques e participação de Lais Vitral – idealizadora e curadora do Acessa BH, além dos artistas de Jéssica Teixeira, Moira Braga e Edu O., que integram a programação do evento.

Na sequência, às 20h, acontecerá o espetáculo que traz o monólogo E.L.A. ‘Será mesmo que tem pessoas que se acostumaram ao próprio corpo e que não o estranham de maneira nenhuma?’. A provocação é feita por Jéssica Teixeira, atriz, produtora e diretora cearense, que tem se empenhado em conduzir para o debate público, com cada vez mais urgência, questões sobre beleza, saúde, aceitação, política e acessibilidade a partir do próprio cotidiano, ampliando perspectivas. 

Em sua 2ª edição, o Acessa BH se expande passando de 5 para cerca de 50 atividades na programação. O evento promoverá 4 debates, 4 oficinas, 5 rodas de conversa, 26 apresentações de artes cênicas, 4 de música, 2 de literatura, 1 mostra de processo e o pré-lançamento de um festival teatral.

“Para o Festival e Seminário online, ampliamos o alcance, convidando artistas e profissionais de dez estados brasileiros e com olhar não só para diferentes corpos, mas também para a diversidade, com o protagonismo também de artistas mulheres e LGTBQIA+”, explica Lais Vitral, idealizadora e curadora do evento. 

Esta edição também conta com trabalhos que já integram a acessibilidade desde a concepção dos espetáculos, como as montagens da Cia Fluctissonante, do Paraná, um coletivo curitibano formado por artistas surdos e ouvintes que se dedicam à criação cênica contemporânea e bilíngue (Libras e português), sendo precursora nacional na criação em arte acessível, destacando-se justamente pela união de duas das línguas oficiais do Brasil dentro da cena.

A Fluctissonante estará no Acessa BH com dois espetáculos, ‘Elevador’ e ‘O Pequeno Príncipe’, além de uma oficina de Composição Cênica com Dramaturgia Descritiva e uma mostra de processo do novo espetáculo ‘O Barco’. O Coletivo Desvio Padrão, de São Paulo, também estará nesta edição do festival.

Descrição da imagem: foto de divulgação de Frida. Uma mulher caracterizada como Frida pinta um quadro. Ela está na cadeira de rodas. Fim da descrição.
Foto de Vanessa Cornélio em cena como Frida (Foto: Mona Lu)

Composto por pessoas que transitam nas pontas da curva normal: cegos, videntes, surdos e ouvintes atuantes em linguagens diversas do campo da cultura. O Coletivo está na programação com os  espetáculos ‘Só se fechar os olhos’ e ‘Para além do gesto’, em sessões mediadas com o público. Os espetáculos são duas versões da mesma história, sendo a primeira concebida para o público com deficiência visual, e a segunda para o público com deficiência auditiva.

Escola de gente

A Escola de Gente – Comunicação em Inclusão, reconhecida internacionalmente por seu trabalho em prol de uma sociedade inclusiva, também marcará presença no Acessa BH no Dia Nacional do Teatro Acessível, comemorado em 19/9. A participação da organização se dará de duas formas:

Às 19h, com plena acessibilidade digital, terá início um bate-papo com Claudia Werneck, idealizadora da Escola de Gente, e os representantes do ‘Os inclusos e os sisos – teatro de mobilização pela diversidade’, Carolina Godinho, Diego Molina e Natália Simonete. Teatro acessível e inclusão na arte serão pauta e, também, durante a live será apresentado um novo projeto de alcance nacional que envolve o grupo teatral e a Escola de Gente: o ETA Festival! – Esquetes de Teatro Acessível, on-line, gratuito e ao vivo. 

Na sequência, às 20h, será possível acompanhar, de forma gratuita com Libras, legenda e audiodescrição, o espetáculo teatral ‘Ninguém mais vai ser bonzinho’, de autoria de Diego Molina, por meio do grupo ‘Os inclusos e os sisos’, que em quase 20 anos de atuação, sempre com peças plenamente acessíveis, já se apresentou para mais de 200 mil pessoas. O espetáculo aborda, com muito humor, questões cotidianas de preconceito e discriminação. 

Arte acessível

Apesar de existir uma legislação específica, a acessibilidade cultural ainda deixa muito a desejar na prática. Segundo Daniel Vitral, co-idealizador do Festival, aos poucos se vê um aumento de atividades culturais com acessibilidade, mas muitas vezes elas estão restritas a cumprir um protocolo.

“Vemos temporadas de espetáculos ou festivais com apenas uma sessão com recursos de acessibilidade. Ou ainda, uma sessão exclusiva para pessoas com deficiência. Em alguns projetos, vemos que a acessibilidade já é pensada desde o início das produções, mas eles ainda são minoria. Recentemente, começamos a ter uma certa popularização dos intérpretes de Libras. Mas muito tem sido feito apenas de forma protocolar, porque a Lei de Incentivo à Cultura Federal, por exemplo, passou a exigir medidas de acessibilidade para pessoas com deficiência em todos os projetos. Mas não é suficiente contar com um intérprete de Libras, e não ter um material de divulgação adequado, ou não informar que haverá intérprete de Libras, ou colocar o intérprete num cantinho, praticamente fora do palco, de forma que a pessoa com deficiência auditiva não consiga ver a cena e o intérprete ao mesmo tempo, com facilidade”, explica.

O Festival Acessa BH parte do princípio de que a pessoa com deficiência deve ter seu direito à cultura garantido, e para isso deve poder escolher o melhor dia/horário, bem como comparecer com seus amigos e familiares. 

Mais informações no site do Acessa BH

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Juliana Reis
Juliana Reishttps://www.portalacesse.com.br/
Jornalista, com mais de 20 anos de atuação, 13 deles atuando em projetos editoriais no segmento de acessibilidade e inclusão. Co-fundadora do Portal Acesse e da Ludik, agência de comunicação especializada em soluções inteligentes para auxiliar empresas que queiram promover uma comunicação para todos.
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