Um jovem pescador cego embarca numa jornada lúdica e mágica para resgatar seu amor. Eis o ponto de partida do musical infantil ‘O pescador e a estrela’, que está de volta aos palcos cariocas.
A reestreia acontece neste sábado, 28/10/2023, no Teatro EcoVilla Ri Happy, e segue em cartaz até 12/11/2023, com sessões aos sábados e domingos, às 16 horas.
O diretor da montagem, Thiago Marinho assina texto e letras das canções em parceria com Lucas Drummond – e os dois integram o elenco ao lado Diego de Abreu, Luisa Vianna e Sara Bentes. A direção de produção é de Bruno Mariozz (Palavra Z Produções Culturais).
O projeto teve incentivo do Programa de Fomento à Cultura Carioca – FOCA da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro (PCRJ) e da Secretaria Municipal de Cultura (SMC).
O pescador e a estrela
A montagem tem como protagonista um menino solitário (Lucas Drummond) que não consegue mais enxergar a felicidade. Ele é convidado por uma mensageira das estrelas (Sara Bentes) a voltar o olhar para dentro de si, a fim de entender que há coisas na vida que não podem ser vistas, apenas sentidas.
Nessa jornada, o menino se transforma no jovem Fabiandro, um pescador cego apaixonado por uma estrela, apesar de nunca tê-la visto.
O pescador e a estrela se encontram todas as noites à beira da praia, onde cantam, dançam e se divertem juntos. Certo dia, a estrela desaparece. Decidido a reencontrá-la, ele parte em uma jornada rumo ao céu. Ao seu lado vai Hortênsia (Luisa Vianna), uma menina superprotegida por suas tias e que sonha em conhecer o mundo. O que ambos não sabem é que logo atrás deles está o ganancioso casal Prattes Prattes (Diego de Abreu e Thiago Marinho), que planeja roubar a estrela.
Para Drummond e Marinho, a peça traz uma mensagem de esperança, superação e fala sobre um reencontro com o que perdemos.
“Passamos por anos de muita incerteza e medo. É como se uma luz em nós tivesse se perdido também, assim como a estrela de Fabiandro. A peça lembra ao público que o que se perde nunca desaparece de verdade. Queremos inspirá-lo a reencontrar sua alegria, esse brilho dentro de si, porque acreditamos que é isso que a arte e a cultura fazem. A peça mostra que sempre há caminhos para não deixarmos essa luz se apagar, por mais difíceis que sejam de enxergar”, ressaltam os idealizadores e autores.
Inclusão e representatividade
‘O pescador e a estrela’ joga luz sobre a questão da deficiência visual e promove a integração entre artistas cegos e videntes, ampliando a reflexão sobre a acessibilidade dentro das artes cênicas.
No elenco, destaque para Sara Bentes, que é cega, e tem um extenso e premiado currículo como atriz, cantora, compositora e escritora.
“Fazer parte deste musical é um desafio encantador e que me faz crescer muito. É uma felicidade estar num trabalho com tanta beleza e delicadeza. Fazer parte deste grupo é acolhedor, uma alegria”, diz Sara.
A direção de movimento é da atriz e bailarina Moira Braga, que também vive com deficiência visual.
“Participar de um projeto novo e com essa qualidade de afetos e de talentos, com uma configuração artística que foca na acessibilidade e inclusão, é um presente. Eu me sinto muito honrada de poder atuar onde meu trabalho é reconhecido”, diz Moira.
A cenografia de Doris Rollemberg transforma o palco no universo íntimo e simbólico do protagonista. O espaço, pequeno e confinado, é cercado por véus, membranas que dificultam a visão, mas que caem quando seu mundo se expande através da sua imaginação. Entre os recursos usados para melhor movimentação da Sara em cena está o piso tátil emborrachado e feito com relevos.
As 10 letras originais criadas por Marinho e Drummond ganharam melodias compostas por Wladimir Pinheiro. As canções são interpretadas ao vivo pelo elenco. A playlist da peça está disponível no Spotify.
“Esse é um trabalho que foi concebido por muitas mãos. Tenho uma gratidão imensa pela Moira Braga, que propôs essa subversão de papéis: ter a Sara Bentes, que tem deficiência visual, como protagonista, uma personagem vidente, conduzindo a história através do canto e do movimento, e o Lucas Drummond, que não tem deficiência, no papel de uma pessoa não vidente. Esse é o ponto que mais me encanta nesse trabalho, e que traz para a criança essa relação com o universo da infância, com o lúdico e o intangível”, diz Bruno Mariozz.
A montagem estreou em 2020, no CCBB RJ e depois seguiu em turnê pelas unidades do Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo, Brasília e Belo Horizonte, além de ter feito uma temporada on-line.
Serviço:
O pescador e a estrela
- Dia/hora: de 28/10/2023 a 12/11/2023, sáb. e dom., às 16h. Sessão extra na 5ª-feira, 2/11/2023, às 16h
- Local: Teatro EcoVilla Ri Happy – Sala Tom Jobim (R. Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico – dentro do Corredor Cultural – Rio de Janeiro – RJ)
- Duração: 60min
- Classificação etária: Livre
- Informações: (21) 3553-2616
- Ingressos: de R$ 35 a R$ 70 disponíveis no site Eventin
Ficha técnica:
- Direção: Thiago Marinho
- Texto e letras: Lucas Drummond e Thiago Marinho
- Elenco: Lucas Drummond, Diego de Abreu, Luisa Vianna, Sara Bentes e Thiago Marinho
- Figurino: Rocio Moure
- Cenário: Doris Rollemberg
- Iluminação: Renato Machado
- Direção de Movimento: Moira Braga
- Músicas e trilha originais: Wladimir Pinheiro
- Programação Visual: Patrícia Clarkson
- Direção de Produção: Bruno Mariozz
- Realização: Gaulia Teatro
- Produção: Palavra Z Produções Culturais
- Idealização: Nossa! Cia de Atores e Palavra Z Produções Culturais
