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Diário de Pilar na Amazônia estreia em São Paulo

Depois do sucesso da menina Pilar na Grécia, Miriam Freeland volta aos palcos para levar a protagonista e sua turma a outro destino: a floresta amazônica. Com direção e roteiro de Symone Strobel, a peça estreia neste sábado, 23/04/2024, no Teatro Vivo, em São Paulo, e segue em cartaz até 14/04/2024. A peça é uma adaptação da obra homônima da escritora e roteirista Flavia Lins e Silva, autora da série literária Diário de Pilar e criadora da série Detetives do Prédio Azul.

O espetáculo, um encontro afetivo com a riqueza e o mistério da floresta amazônica, abrange o público de todas as idades, trazendo canções originais, personagens da cultura e mitologia dos povos originários e um elenco diverso formado por indígenas, pretos e brancos de diferentes gerações para exaltar de forma poética e lúdica o povo, flora e fauna amazônicas.

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A peça reúne informações pouco conhecidas e muito úteis sobre o bioma da floresta e sua preservação, tornando-se um potencial instrumento de educação ambiental através da arte.

“Estou encantada com a adaptação do livro para a peça. O público vai fazer uma imersão sensorial na Amazônia e certamente sairá muito tocado e transformado”, vibra a autora, Flavia Lins e Silva (que também estreia em outubro D.P.A. a peça 2 – Os Detetives do Prédio Azul em um mistério em Magowood).

Estreada no Rio no ano passado, Diário de Pilar na Amazônia foi indicada a duas importantes premiações: Melhor Espetáculo Infantil no Prêmio APTR; Melhor espetáculo Infanto-juvenil e Melhor Atriz de Espetáculo Infanto-juvenil para Miriam Freeland, no Prêmio Musical Rio. Além dos palcos, Pilar vai ganhar também as telonas. De acordo com Miriam, a Disney está produzindo o filme, ainda este ano, um live-action de Diário de Pilar na Amazônia.

Encantamento e luta

Diário de Pilar na Amazônia une dois livros da heroína. O primeiro, publicado em 2011, fala de um encantamento pela floresta. E o segundo é uma atualização publicada em 2023 para contextualizar as ameaças sofridas pelo bioma nos últimos anos.

Symone Strobel, diretora e responsável pela adaptação para os palcos, lançou mão das duas versões do livro. 

“Nós também achávamos que falar de Amazônia agora era diferente e precisava de uma abordagem mais firme e comunicativa com os tempos atuais. Mas a gente não queria perder o encantamento, a poesia e a esperança com a floresta amazônica, porque estamos fazendo um espetáculo para crianças e suas famílias. Então é um espetáculo esperançoso e que termina pra cima”, explica Freeland.

Busca pela origem

Apesar de ter a proteção da floresta como tema central, a atriz conta que a peça continua a tocar em pontos que moldam a jornada de Pilar ao longo da saga literária. A personagem não tem pai, ela é criada pela mãe e pelo avô. 

“Essa busca dela pela figura paterna a acompanha em todos os livros da série. Nós não queríamos perder isso porque eu sempre senti que é uma característica de identificação. Um percentual imenso da nossa população não foi criado pelo pai, não conhece o pai ou, se conhece, não tem uma relação paternal efetiva”, contextualiza.

Para a atriz, a busca da personagem também acende a capacidade de reconexão do público com suas raízes e com a natureza em seu entorno. 

“A gente faz o espetáculo em um ambiente urbano. Então nosso desafio é conseguir, primeiro no nosso processo, dar um passo atrás e nos reconectarmos e reaprendermos a olhar para a natureza que está à nossa volta. E, depois, fazer isso com a plateia”, diz.

Sucesso na Grécia

A equipe encenou em 2018 a peça Diário de Pilar na Grécia, da mesma autora, com grande sucesso de público e crítica, ganhando prêmios, sendo apresentada em Portugal e seguindo em circulação por grandes teatros do país até hoje.

Freeland ressalta o encontro poderoso proporcionado pela montagem de Diário de Pilar na Grécia. Ao longo dos 5 anos em cartaz, a atriz lembra que todos os públicos saíam muito mobilizados pela história e pelas personagens. Essa capacidade de mobilização promete tornar a nova aventura amazônica em um novo fenômeno.

“Pilar tem um valor de vir da literatura brasileira que está dentro das escolas, uma literatura que tem um apelo pedagógico e de encontro. É muito engraçado porque os pais vão conversar com a gente depois do espetáculo e sempre fazem questão de dizer que também são apaixonados pelos livros da Pilar ou o livro instigou a leitura no filho ou na filha”, conta Miriam.

A montagem

O cenário de Natalia Lana preenche todo o palco com múltiplas e coloridas cordas suspensas em diferentes camadas que representam a floresta e sua profundidade, e por onde surgem e desaparecem os personagens ao longo da ação. 

Os bonecos de José Cohen, manipulados pelos atores, dão vida a diferentes animais da floresta. Há ainda outros elementos icônicos da região amazônica, como as coloridas e típicas redes para deitar, que recriam o grande barco-gaiola, além de uma representação figurativa da árvore Sumaúma (ou Samaúma), considerada a grande mãe da floresta.

Ficha técnica

  • Idealização: Miriam Freeland
  • Adaptação e direção: Symone Strobel
  • Baseado na obra de: Flávia Lins e Silva
  • Ilustrações: Joana Penna
  • Elenco: Miriam Freeland, Fernando Melvin, Jorge Neves, Ludimila D’Angelis, Márcio Mattos, Sávio Moll e Valéria Alencar
  • Cenário: Natália Lana
  • Iluminação: Felipe Lourenço
  • Figurino: Luciana Buarque
  • Criação e Execução de Bonecos: José Cohen e Lucila Belcic
  • Direção Musical e Arranjos: Marco de Vita
  • Canções Originais: Symone Strobel e Marco de Vita
  • Pesquisa Sonora e Assistência de Direção: Pedro Scovino
  • Preparação Corporal, Coreografias e Assistência de Direção: Paula Águas
  • Preparação Vocal: Chiara Santoro
  • Visagista: Sid Andrade
  • Designer Gráfico: Leonardo Pires
  • Designer de Mídia Digital: Milena Lemos
  • Direção de Produção: Tatianna Trinxet e Miriam Freeland
  • Co-Produção: Constelar – Arte, Diversão e Cultura
  • Realização: Movimento Carioca Produções Artísticas – Roberto Bomtempo, Miriam Freeland e Regina Sampaio 

Serviço

Diário de Pilar na Amazônia

  • Dia/hora: de 23/03 a 14/04/2024; sáb., às 15h; dom., às 11h e às 15h
  • Local: Teatro Vivo (Av. Doutor Chucri Zaidan, 2460 – Morumbi – São Paulo – SP)
  • Duração: 65 minutos.
  • Classificação: Livre.
  • Ingressos: R$90 e R$45.
    • Crianças até 3 anos não pagam (devem sentar no colo do adulto responsável)
    • Crianças de 3 a 12 anos pagam meia entrada.

Obs.: O ingresso PROMOCIONAL no valor de R$39,60 é válido para todos os clientes Vivo e segue o plano de democratização da Lei Rouanet, havendo uma cota deste valor promocional por sessão. O comprovante de meia entrada deverá ser apresentado na entrada do espetáculo.

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Juliana Reis
Juliana Reishttps://www.portalacesse.com.br/
Jornalista, com mais de 20 anos de atuação, 13 deles atuando em projetos editoriais no segmento de acessibilidade e inclusão. Co-fundadora do Portal Acesse e da Ludik, agência de comunicação especializada em soluções inteligentes para auxiliar empresas que queiram promover uma comunicação para todos.
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