O papel do pedagogo e do psicopedagogo na equoterapia

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Temos o conhecimento de que, em geral, o pedagogo atua na área da educação, enquanto o psicopedagogo atua em clínicas e instituições educacionais. Mas, você sabe qual o papel do pedagogo e do psicopedagogo na equoterapia.

Alguns pedagogos trabalham em empresas no setor de recursos humanos e administrativos e em quadros ocupados como coordenação, vice-direção ou direção escolar. Já o psicopedagogo desenvolve abordagens e intervenções terapêuticas com crianças que normalmente apresentam como queixas as dificuldades e/ou distúrbios de aprendizagem, contudo atendendo a pessoa com deficiência, síndromes e transtornos, nesta perspectiva.

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A abordagem terapêutica do pedagogo e do psicopedagogo na equoterapia

Embora o pedagogo tenha sempre como referência cultural e profissional a sala de aula, o avental e os materiais pedagógicos, ele é um profissional importante na equipe multidisciplinar de equoterapia, direcionando o seu trabalho em abordagens voltadas à aprendizagem da pessoa com deficiência.

O psicopedagogo pode contribuir na equipe multidisciplinar da equoterapia, focando o seu trabalho nas queixas escolares e familiares, relacionadas ao déficit de aprendizagem e cognitivo, além de alguns profissionais, que também são especializados em psicomotricidade.

Estes profissionais conseguem avaliar e observar situações de que podem proporcionar ou proporcionam aprendizagens o tempo todo. Seja com um olhar diferenciado, a aprendizagem pode ser um ato de amor. A equoterapia tem que ser uma intervenção prazerosa e um ambiente agradável para a aprendizagem.

Pedagogo e psicopedagogo não alfabetizam na equoterapia

Portanto, estes profissionais especialistas nos processos de aprendizagem, relacionados à cognição, não substituem a sala de aula! Em 30 minutos, uma vez na semana, nas sessões de equoterapia, não é possível substituir o efetivo trabalho diário da escola.

Contudo, auxiliam no processo de desenvolvimento de objetivos aos quais são importantes na aprendizagem da pessoa com deficiência, como: atenção, concentração, memória, coordenação motora, organização, interação, estimulação sensorial, aprendizagem, seriação, classificação, socialização, linguagem, noção temporal e noção espacial entre outros.

Na equoterapia, o auxílio no processo de aprendizagem é o cavalo que, quando utilizado como recurso terapêutico juntamente com o pedagogo e o psicopedagogo, tem alcançado vários objetivos importantes.

Cabe ressaltar ainda que estes profissionais precisam estar integrados com os objetivos multidisciplianares, interdisciplinares e transdisciplinares, em conjunto com a equipe do setting terapêutico.

Materiais pedagógicos na equoterapia

Os materiais pedagógicos podem ser utilizados nas sessões de equoterapia, como recursos terapêuticos e até auxílio nas Atividades de Vida Diária (AVDs), porém, o cavalo precisa de uma adaptação e um treinamento para a utilização desses materiais, lembrando que o cavalo é um animal preso em seu habitat, aonde movimentos bruscos, fenômenos da natureza, barulhos altos e objetos diferentes podem causar alteração em seu comportamento. O treinamento com o cavalo, antes da utilização desses materiais e equipamentos, se tornam imprescindíveis e necessários.

Esses profissionais têm seu espaço ampliado ultimamente na equipe multidisciplinar dos centros de equoterapia e contribuído no desenvolvimento do prognóstico do praticante.

Lembrando que o praticante (pessoa com deficiência que realiza a equoterapia) precisa ser visto como um todo, não somente em controle cervical, controle de tronco, tônus muscular e/ou membros, mas em situações aos quais o aspecto emocional, psicológico, comportamental e motor sejam intensamente trabalhados em conjuntos no aspecto de aprendizagem motora e cognitiva.

“O pedagogo e o psicopedagogo tem se especializado cada vez mais nos centros de equoterapia para sua atuação, desde os estudos sobre as patologias, lesões e comportamentos, quanto as intervenções interdisciplinares em suas atuações, fazendo-se integrantes essenciais e pertinentes do setting terapêutico”

BAATSCH, E.C. Equoterapia: teoria&prática no Brasil. Caratinga: FUNEC Editora, 2013. p.672.

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Eliane Baatsch
Eliane Baatsch
Coordenadora da Hípica Santa Terezinha, do Centro Municipal de Equoterapia de Barueri e de Osasco, Coordenadora do Paraequestre da NBHA BRAZIL, Ex-Presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Carapicuíba, técnica do Paratleta Murilo Carleto do Paraequestre da NBHA BRAZIL e Paratambor da ABQM, Mestre em Ciências da Educação e autora do livro 'Equoterapia na inclusão escolar'.

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