Os benefícios da equoterapia para pessoas com autismo

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Saiba quando a equoterapia é indicada para pessoas com autismo.

O autismo dificilmente é diagnosticado por meio de exames convencionais neurológicos, mas na maioria das vezes os sintomas são percebidos em avaliações de profissionais da saúde, educação e familiares. Como, por exemplo, dificuldade de interação social, relações, comunicação social (quantitativo e qualitativo), interesses restritos, sensibilidade sensorial.

Alguns apresentam estereotipias verbais, outros motoras, movimentos hipercinéticos, ecolalias, desorganizações, dificuldades de socialização, atenção, inclusão social e escolar e alimentações, entre outros. Casos únicos e exclusivos que dependem da fundamentação do transtorno e suas associações.

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A indicação da equoterapia para pessoas com autismo

A equoterapia é indicada para os Transtornos do Espectro Autista (TEAs), tendo obtido bons resultados na melhora da socialização, interação, noção temporal e espacial, linguagem, organização, diminuição da ansiedade, equilíbrio, coordenação motora e rotina, entre outros.

A terapia inicia para o TEA, em casa, com a organização da rotina, quando o praticante se prepara para ir à equoterapia e até mesmo na compra da cenoura para o agrado do cavalo.

Uma relação de confiança mútua, cuidados, o cavalo espera o praticante e o praticante encontra o seu cavalo. Uma relação diferente e única como os atendimentos e objetivos, além da compreensão das necessidades uns dos outros.

O cavalo não é um robô, um ser mecanizado sem reações ou sensações, ele é responsivo aos comandos, treinamento, porém tem o seu comportamento, sente dor, sente fome, tem cheiro, é quente, tem pêlos, cada um tem o seu tamanho, sua cor, seu temperamento. É exatamente como o TEA, que passa pelo centro de equoterapia e tem suas características diferentes nos relacionamentos, educação, forma física, social e necessidades.

A Hípica Santa Terezinha tem parceria com o Laboratório de Aprendizagem e Cognição da doutora Heloisa Grubtis, pela Universidade Católica Dom Bosco (CDB), programa de pós-graduação – Mestrado e Doutorado – em Mato Grosso do Sul, nas pesquisas em equoterapia com o TEA.

“As diferenças em suas características tornam-se tão iguais e tão próximas…  o praticante e o cavalo”

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Eliane Baatsch
Eliane Baatsch
Coordenadora da Hípica Santa Terezinha, do Centro Municipal de Equoterapia de Barueri e de Osasco, Coordenadora do Paraequestre da NBHA BRAZIL, Ex-Presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Carapicuíba, técnica do Paratleta Murilo Carleto do Paraequestre da NBHA BRAZIL e Paratambor da ABQM, Mestre em Ciências da Educação e autora do livro 'Equoterapia na inclusão escolar'.

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