A equoterapia no auxílio da depressão

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Normalmente, a equoterapia é conhecida como uma intervenção terapêutica para as pessoas com deficiência, porém ela é uma grande aliada no auxílio do tratamento da depressão, que também é comum e associada, em alguns quadros diagnósticos.

Depressão é um distúrbio mental caracterizado por: depressão persistente, desinteresse em diversas atividades cotidianas, prostração, déficit de memória, oscilações comportamentais, déficit de atenção e concentração, sentimento de tristeza e sonolência, entre outros sintomas.

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As possíveis causas podem ser de origem biológica, social, psicológica ou emocional, incluindo a alteração na atividade de determinados circuitos cerebrais. Pode ser associada também a pensamentos suicidas.

Depressão não é frescura e não cura sozinha. A pessoa com depressão precisa procurar a ajuda de um profissional especializado.

Em geral, a depressão é tratada com antidepressivos, ansiolíticos e antipsicóticos, além de tratamentos voltados à psicoterapia, psicoeducação, fototerapia, terapia familiar e terapia comportamental.

A depressão também é encontrada em pessoas com deficiência congênita, genética e adquirida, contudo a equoterapia também é um tratamento terapêutico que auxilia nesse processo de reabilitação.

Equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo numa abordagem interdisciplinar, transdisciplinar e multidisciplinar nas áreas da saúde, educação e equitação, buscando melhorias biopsicossociais.

Como a equoterapia poderia auxiliar na depressão?

Como já citei, diversas vezes, o cavalo não é só para ser montado na equoterapia. Ele também consegue estabelecer uma relação de empatia com o praticante, se tornando um amigo.

Na montaria no dorso do cavalo conseguimos trabalhar objetivos importantes para a aquisição de funções cerebrais que estão desmotivadas devido a depressão, como a memória, a atenção, a concentração, a energia, a autoconfiança, a autoestima e a estimulação hormonal, entre outras.

O cavalo é receptivo nos cuidados de solo e trato, como escovação, alimentação e nessa relação, muitas vezes é o confidente do praticante, auxiliando nos aspectos emocionais e de aceitação, devido ao relacionamento proporcionando um desfecho desenvolvimental.

Com um olhar profundo nos olhos o cavalo consegue proporcionar uma intensidade de estimulações hormonais que auxiliam no processo de estabilização de humor e consequentemente na emoção. O cavalo aceita o praticante como ele é, não se atentando às características físicas padronizadas da sociedade, emocionais ou psicológicas.

A equoterapia também pode ser uma opção de tratamento para as pessoas com depressão e sem associação à deficiência. A equoterapia não cura a depressão, porque a cura ou não da depressão depende de vários outros fatores. No entanto, ela auxilia na estabilidade de humor e emocional, proporcionando bem-estar, qualidade de vida, atividades que estimulam a serotonina, a endorfina, a ocitocina e a noradrenalina.

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Eliane Baatsch
Eliane Baatsch
Coordenadora da Hípica Santa Terezinha, do Centro Municipal de Equoterapia de Barueri e de Osasco, Coordenadora do Paraequestre da NBHA BRAZIL, Ex-Presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Carapicuíba, técnica do Paratleta Murilo Carleto do Paraequestre da NBHA BRAZIL e Paratambor da ABQM, Mestre em Ciências da Educação e autora do livro 'Equoterapia na inclusão escolar'.

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