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Grafiteiro Binho Ribeiro retrata os obstáculos da dislexia em escola de São Paulo

Entre os dias 4 e 11 de outubro aconteceu a 11ª edição da Semana da Dislexia. Inspirada no evento mundialmente reconhecido Dyslexia Awareness Week, a temporada tem como propósito promover e disseminar a causa da dislexia no Brasil.

Para marcar a data, o Instituto ABCD, organização social que promove projetos voltados a impactar positivamente a vida de pessoas com dislexia, se uniu ao grafiteiro Binho Ribeiro, um dos precursores da streetart no país em uma ação inédita. 

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Binho aplicou sua expressão artística, marcada pelo surrealismo e pelo estilo abstrato, em um painel de 10 metros de altura localizado na Etec Carlos de Campos, tradicionalmente reconhecida por ser a primeira escola técnica feminina do país e que este mês comemora 110 anos de existência.

“Gosto muito quando minha arte se encaixa na cidade e, principalmente, quando ela está por trás de uma causa como a da dislexia, que está gritando por maior transparência e por mais apoio”, comenta o artista. 

A pintura escolhida representa uma criança se afogando em um mar de letras. “A ideia é provocar uma verdadeira reflexão a respeito de como se sente a pessoa com dislexia em um mundo letrado e despertar a sociedade para a importância de direcionar um olhar atento a esse público que hoje chega a 10 milhões de pessoas somente no Brasil. É preciso lutar por legislação, políticas públicas adequadas e atendimento educacional de qualidade”, comenta Juliana Amorina, diretora presidente do Instituto ABCD.  

Relatório inédito sobre a dislexia no Brasil

O Instituto ABCD aproveitou a Semana da Dislexia para lançar um estudo sobre o perfil da dislexia no Brasil.

Resultado de uma parceria com a Cisco, líder mundial em Tecnologia da Informação, e o Instituto IT Mídia, organização sem fins lucrativos que tem o propósito de transformar vidas por meio da educação e tecnologia, o relatório apresenta uma avaliação completa sobre as dificuldades de acesso ao diagnóstico e o custo emocional e financeiro que a dislexia gera na vida do disléxico e de seus familiares. 

De acordo com Juliana Amorina, “o documento será fundamental para apoiar o Instituto na luta por políticas públicas e por um atendimento adequado para quem busca ou recebe o diagnóstico”. 

Instituto ABCD

O Instituto ABCD é uma instituição sem fins lucrativos, que trabalha desde 2009 para melhorar e desenvolver a vida de pessoas com dislexia e outros transtornos de aprendizagem, com o objetivo de que todos tenham sucesso na escola, no trabalho e na vida. 

Para saber mais acesse o site do Instituto ABCD.

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Juliana Reis
Juliana Reishttps://www.portalacesse.com.br/
Jornalista, com mais de 20 anos de atuação, 13 deles atuando em projetos editoriais no segmento de acessibilidade e inclusão. Co-fundadora do Portal Acesse e da Ludik, agência de comunicação especializada em soluções inteligentes para auxiliar empresas que queiram promover uma comunicação para todos.
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