Hoje, dia 9 de agosto, é comemorado o Dia Nacional da Equoterapia. E, de repente, a equoterapia foi crescendo na ciência e na acessibilidade como intervenção terapêutica para pessoas com deficiência. Inclusive, na equidade em serviços gratuitos nas políticas públicas em adesão dos municípios, estados, federal e SUS. Na formação dos profissionais para atuarem na equoterapia com qualidade. Na ciência, advindos de artigos, livros e publicações brasileiras. Quanta história para contar e quantas conquistas para comemorarmos.
A equoterapia também tem lei (Lei da Equoterapia – 13.830), tem publicações, ciência, equoterapeuta como CBO – 2263 (Classificação Brasileira de Ocupações). E tem aproximadamente 450 Centros de Equoterapia encontrados no site da ANDE-BRASIL – Associação Nacional de Equoterapia.
Sobre a quantidade de profissionais formados e profissionais atuantes na equoterapia, nem consigo estimar…
Pessoas com deficiência contempladas pelo serviço, seja por cunho particular ou gratuito – número imensurável de se calcular -. Contudo, podemos fomentar que através da equoterapia pessoas com deficiência conquistaram marcha, adequação postural, adequação de tônus muscular, controle cervical, controle de tronco, coordenação motora, interação, socialização, melhora na comunicação, diminuição da ansiedade, entre uma sequências de objetivos importantes para habilitação e reabilitação da pessoa com deficiência, além da qualidade de vida.
Os profissionais da equipe multidisciplinar dos Centros de Equoterapia tiveram valorização, formação e elegibilidade, conquistada dentro da intervenção terapêutica. Isso porque, não existe professor na equoterapia e sim equipe multidisciplinar. Assim como não existe apenas uma modalidade de deficiência, ou deficiência única, ou até cito a expertise mais importante dentro da equoterapia. Quem sabe trabalhar e valorizar uma equipe multidisciplinar com objetivos interdisciplinares sabe bem a importância de cada um para somar dentro do setting terapêutico e ter a humildade para aprender todos os dias.
Surgiram congressos, workshops, cursos ampliados no Brasil inteiro, acessibilizando a equidade na formação com qualidade, respeitando a diversidade de profissionais, criando grupos de lideranças em conhecimento técnico e científico.
Instituição que mudou o cenário da equoterapia no Brasil
Mas bem lá atrás, em 10 de maio de 1989, surgiu uma instituição chamada ANDE-BRASIL, em Brasília (DF), com o Coronel Lélio de Castro Cirillo aonde a equoterapia tomou grande evidência e foi sendo organizada na ciência, formações profissionais, metodologias, entre outras, se expandindo cada vez mais com a presidência atual de Jorge Dornelles Passamani e sua equipe. Além do crescimento dos centros de equoterapia, profissionais, a ANDE-BRASIL lutou pela evidência da metodologia nas políticas públicas, lei, consagração do Dia Nacional, e inúmeras lutas pela causa, como ainda a discussão para a aprovação da mesma na ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar.
A equoterapia vem crescendo cada vez mais e sendo valorizada pelo governo e sociedade civil no Brasil, a luta continua, porém eu não poderia deixar de mensurar neste dia tão importante sobre um pouco da história da nossa equoterapia.
Parabéns à nossa equoterapia, a todos que lutaram por esse dia, às nossas conquistas, à equidade dos profissionais na equipe multidisciplinar, aos auxiliares, aos animais, às pessoas com deficiência, ao governo, aos familiares e à ciência!
“A equoterapia mudou a minha vida, a minha formação profissional, precisei estudar muito, muito, e reestudar mais ainda, precisei aprender e reaprender o tempo todo, como me colocar no lugar da família, entender que as políticas públicas são para todos, compreender sobre a gratuidade nem sempre ser uma gratidão ou obrigação, e também me fortalecer a cada perda de um grande amigo cavalo na jornada, praticante, familiar, e ultrapassar todos os obstáculos vivenciados todos os dias… Eu amo a equoterapia e agradeço o empenho de cada profissional, amigo cavalo, instituições, famílias, praticantes e ANDE-BRASIL por me oportunizar e ser uma profissional em equoterapia e doutoranda.” – Eliane Cristina Baatsch
