Na última semana, a fisioterapeuta Luana Rolim de Moura (PP) tomou posse do cargo de vereadora em Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, cidade que fica a aproximadamente 460 quilômetros da capital gaúcha.
Luana, que é a 1ª suplente do partido, assumiu o cargo por um dia, por ocasião do afastamento do titular da bancada dos Progressistas na cidade, Nivaldo Langer de Moura, que se recuperava de uma crise renal.
Seria mais um dia normal nos bastidores da política brasileira se não fosse por um detalhe: Luana tem síndrome de Down.
1ª vereadora com síndrome de Down

Apesar de ter tomado posse apenas por um dia, Luana já entrou para a história da política no Brasil.
Segundo a União dos Vereadores, ela é a primeira pessoa com síndrome de Down a ocupar o cargo no país. A fisioterapeuta (que também é a primeira fisioterapeuta com síndrome de Down do Brasil) de 26 anos obteve 633 votos conquistados numa campanha em que carregou a bandeira da inclusão.
“Pretendo lutar pela inclusão, pela acessibilidade para todos. Eu quero ser uma representante de todos os jovens com síndrome de Down, entre outras deficiências”, declarou, em seu discurso na ocasião da sessão da qual participou.
O fato chama ainda mais a atenção não só por Luana ser uma pessoa com deficiência. Além dessa barreira, Luana é mulher. Para se ter ideia, somente 16% dos vereadores brasileiros são mulheres. Em 2016, o cenário era ainda pior: as mulheres representavam 13,5%.
Luana ingressou a lista de pouco mais de 200 candidatos que declararam ter uma deficiência na última eleição, três deles com síndrome de Down. Além dela, Larissa Leal concorreu em Itabuna (BA) e João Guilherme em Queimadas (PB).
Do total de candidatos com algum tipo de deficiência, 33 foram eleitos e ocupam suas cadeiras para o mandato que vai até 2024. Ah, e voltando ao assunto, desses 33, somente 5 são mulheres!
