Entre os dias 15 e 20 de fevereiro, o Memorial da América Latina, em São Paulo (SP), recebe o espetáculo Teatro Cego – Um outro olhar.
A peça teatral é interpretada por atores e atrizes com deficiência visual, trabalhando um papel social por meio da arte e convidando o público a experienciar uma apresentação através dos outros sentidos. Para tal, a peça ocorre no escuro.
Durante o espetáculo, sons, vozes e cheiros chegam aos espectadores vindos sempre de locais diferentes, dando a sensação de que eles estão realmente inseridos no ambiente cênico. Tais sensações são o caminho para a compreensão da trama, mesmo ela ocorrendo completamente no escuro. A proposta é estabelecer uma linguagem inédita no teatro.
Teatro cego
O projeto é da C-Três Projetos Culturais em parceria com a ONG Cabelegria. Conta com patrocínio do Instituto CCR e da Teleperformance, por meio de Lei Federal de Incentivo à Cultura e tem apoio cultural do Memorial da América Latina e da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa.
Sinopse
A montagem conta a história de uma empregada doméstica e sua patroa que passam, ao mesmo tempo, por um tratamento de câncer. As duas encontram-se em momentos diferentes da doença, com a empregada praticamente curada e a patroa iniciando a quimioterapia. A relação dessas duas mulheres mostra as diferentes posturas e dificuldades que pessoas de classes sociais distantes têm diante desse desafio, ao mesmo tempo em que a compreensão das condições de cada uma delas faz nascer uma amizade que se tornará a principal ferramenta de suas lutas. Apesar do tema delicado, a trama se desenvolve com muita leveza, bom humor e sensibilidade, levando o espectador a uma reflexão que aprofunda a discussão sobre aspectos emocionais, sociais e comportamentais da doença. A trama fala sobre generosidade, empatia, amor, medo, superação, respeito e autoestima. Por acontecer completamente no escuro, a peça se utiliza ainda mais da percepção do espectador, fazendo com que o tema proposto possa ser tratado com ainda mais sensibilidade e aprofundamento.
Texto e direção: Paulo Palado
Elenco: Ana Righi, Edgar Jacques, Flávia Stongolli, Ian Nopeney, Luma Sanches, Paulo Palado e Sara Bentes.
Cabelegria
O Teatro Cego pretende realizar 60 apresentações gratuitas para um público de 12 mil pessoas no Brasil. Serão apresentações em parceria com os hospitais do Câncer de Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo. Ao término de cada apresentação, o público será convidado a conhecer o caminhão da Cabelegria, e poderá doar o seu cabelo para a confecção de perucas para pacientes de quimioterapia.
Fundada em outubro de 2013, a Cabelegria é uma ONG que recebe doações de cabelo, transformando-o em perucas que são doadas, por meio de Bancos de Perucas (itinerantes e fixos), para pessoas que perderam seus cabelos devido ao tratamento quimioterápico ou a outras patologias. Já foram distribuídas mais de 10 mil perucas para crianças e mulheres de todo o Brasil.
Para o cadastro, realizado na parte externa do caminhão, todos os pacientes deverão ter em mãos os seguintes documentos: laudo médico, comprovante de quimioterapia, RG e CPF. Após assinatura de termos, os pacientes serão direcionados para escolher sua peruca.
Nos dias 15, 16, 17 e 18 de fevereiro, o caminhão da Cabelegria começa a atender para receber doações de cabelo e doar perucas às 16 horas. Já nos dias 18 e 19 de fevereiro, o atendimento da unidade móvel é a partir das 14 horas. Para saber mais acesse o site do Cabelegria.
Serviço
Local: Espaço Multiuso – Praça da Sombra (Avenida Mário de Andrade, 664 – Barra Funda – acesso pelos portões 9 e 13)
Dia/hora: 15, 16, 17 e 18/02, sessões às 19h e às 21h
Dia/hora: 19 e 20/02, sessões às 16h, 18h, e 20h
Preço: Grátis, com distribuição de ingressos uma hora antes de cada espetáculo, de acordo com ordem de chegada
