O cavalo e a síndrome de Down

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A equoterapia como intervenção terapêutica auxilia no processo de desenvolvimento global de pessoas com síndrome de Down. Mais conhecida como síndrome do amor, a síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, é uma condição geneticamente determinada com características físicas específicas e atraso no desenvolvimento, algumas pessoas apresentam associações com outras patologias. 

Normalmente a equoterapia é indicada, porém as pessoas com a síndrome podem apresentar cardiopatia e a instabilidade atlanto-axial, entre outras. Por isso, a importância da avaliação médica e da equipe de triagem. Embora a maioria das características físicas sejam peculiares, na equoterapia cada praticante é diferente em seu contexto global. Portanto, tem o seu direcionamento especificado a queixa apresentada pela família, encaminhamentos de outros profissionais, avaliação da equipe equoterápica e objetivos.

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A equoterapia é procurada como principal queixa a marcha e equilíbrio. Contudo o prognóstico se complementa em adequação postural, adequação de tônus muscular devido à hipotonia global, fala, estimulação sensorial, organização, interação, entre outros: educacional, social, cognitivo e comportamental. E como principal – a relação com o amigo cavalo, o cuidado, a confiança recíproca, por fim o benefício proporcionado pela montaria.

Os benefícios da equoterapia para pessoas com síndrome de Down

Luiz Henrique A. B. de Souza, 11 anos, tem síndrome de Down. Ele frequenta a equoterapia na Hípica Santa Terezinha, em Carapicuíba (SP), desde os 3 anos de idade e, hoje, é apadrinhado pela instituição.

Segundo o relato da mãe Luciana Braz, é nítida sua evolução de postura, fala, comunicação, adequação de tônus muscular e marcha. Os profissionais da equoterapia também acrescentam evoluções na interação, socialização, diminuição da ansiedade, coordenação motora, noção temporal e noção espacial.

“O Luiz gosta de ir à equoterapia e todos os profissionais que o atenderam são bons, atenciosos e compreensivos”, relata Luciana Braz.

Comumente as pessoas com síndrome de Down apresentam boa interação com o cavalo e com toda a equipe, socializando  bem no ambiente equoterápico, têm boas respostas na habilitação motora e de controle postural. E a família juntamente com as outras terapias contribui amplamente com o desenvolvimento.

O cavalo fazendo a diferença não só na modalidade da terapia, mas também no esporte, na profissão e na vida das pessoas com síndrome de Down.

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Eliane Baatsch
Eliane Baatsch
Coordenadora da Hípica Santa Terezinha, do Centro Municipal de Equoterapia de Barueri e de Osasco, Coordenadora do Paraequestre da NBHA BRAZIL, Ex-Presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Carapicuíba, técnica do Paratleta Murilo Carleto do Paraequestre da NBHA BRAZIL e Paratambor da ABQM, Mestre em Ciências da Educação e autora do livro 'Equoterapia na inclusão escolar'.

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