Cavalo tem participação fundamental na intervenção terapêutica de auxílio no processo de desenvolvimento global de pessoas com síndrome de Down (Foto: Designed by Freepik)
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A equoterapia como intervenção terapêutica auxilia no processo de desenvolvimento global de pessoas com síndrome de Down, mais conhecida como síndrome do amor.
A síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, é uma condição geneticamente determinada com características físicas específicas e atraso no desenvolvimento, algumas pessoas apresentam associações com outras patologias. Normalmente a equoterapia é indicada, porém podem apresentar cardiopatia e a instabilidade atlanto-axial, entre outras. Por isso, a importância da avaliação médica e da equipe de triagem.
Embora a maioria das características físicas sejam peculiares, na equoterapia cada praticante é diferente em seu contexto global. Portanto, tem o seu direcionamento especificado a queixa apresentada pela família, encaminhamentos de outros profissionais, avaliação da equipe equoterápica e objetivos.
Normalmente a equoterapia é procurada como principal queixa a marcha e equilíbrio. Contudo o prognóstico se complementa em controle postural, adequação de tônus muscular devido a hipotonia global, fala, estimulação sensorial, educacional, social, cognitivo e comportamental, entre outros. E como principal a relação com o amigo cavalo, o cuidado, a confiança recíproca, por fim o benefício proporcionado pela montaria.
Os benefícios da equoterapia para pessoas com síndrome de Down
Comumente as pessoas com síndrome de Down apresentam boa interação com o cavalo e com toda a equipe, socializando muito bem no ambiente equoterápico, têm boas respostas na habilitação motora e de controle postural. E a família juntamente com as outras terapias contribuem amplamente com o desenvolvimento.
Claudio Aleoni Arruda e seu cavalo, na hípica (Foto: Arquivo pessoal)
No Brasil temos o atleta Claudio Aleoni Arruda que realiza equitação de trabalho, hipismo, adestramento e é profissional, com participações em provas pela Federação Paulista de Hipismo (FHP) e, na Eslováquia, o Filip Graño que participou da prova dos 3 tambores pela NBHA BRAZIL na World Cup – 2016.
O cavalo fazendo a diferença não só na modalidade da terapia, mas também no esporte, na profissão e na vida das pessoas com síndrome de Down.
Coordenadora da Hípica Santa Terezinha, do Centro Municipal de Equoterapia de Barueri e de Osasco, Coordenadora do Paraequestre da NBHA BRAZIL, Ex-Presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Carapicuíba, técnica do Paratleta Murilo Carleto do Paraequestre da NBHA BRAZIL e Paratambor da ABQM, Mestre em Ciências da Educação e autora do livro 'Equoterapia na inclusão escolar'.