O déficit das políticas públicas voltadas às deficiências física e múltiplas

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Com o aumento dos diagnósticos voltados ao TEA (Transtorno do Espectro Autista), os atendimentos públicos e gratuitos voltados às pessoas com deficiência física, múltiplas, entre outras modalidades, se tornaram sobrecarregados e necessitam de um novo direcionamento e encaminhamento para a contemplação da efetividade dos tratamentos e intervenções terapêuticas.

O governo precisa de reorganização da demanda de direcionamentos técnicos avaliados para cada modalidade de deficiência, assim contemplando de fato os assistidos de forma adequada pelos serviços públicos.

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As pessoas com deficiências físicas e múltiplas dependem dos serviços em habilitação ou reabilitação terapêutica para manutenção da vida nos aspectos respiratórios, viscerais, vasculares, cardíacos, alimentares, motores e de tônus muscular, que influenciam na qualidade de saúde e da vida.

O aumento exacerbado da procura dos atendimentos em fisioterapia devido às características físicas dos TEAs para reabilitação, entre outras intervenções terapêuticas voltadas aos quadros motores, estão tendo um mau direcionamento pelas políticas públicas, ao qual as pessoas com deficiência física ou múltiplas estão ficando excluídas no processo de habilitação e reabilitação. Fazendo com que quadros motores e físicos não consigam contemplar dos serviços como a equoterapia, devido desenvolverem deformidades físicas de quadril e coluna que só são reversíveis por cirurgia.

É de extrema importância, atender as demandas e procuras para acessibilizar todas as modalidades de deficiência, e continuar também assistindo os quadros motores para que não ocorra a piora do quadro clínico por falta das intervenções terapêuticas, onde hoje praticamente estão exclusos.

E contudo, buscar a consolidação dos centros de referência para o atendimento concreto, atender também às necessidades da quantidade de TEAs em demanda de atendimento e crescimento constante de diagnósticos.

Não adianta tapar o sol com a peneira e atender uma demanda unilateral numa concorrência injusta, mas faz-se necessário uma reorganização, um olhar acessível para todas as modalidades de deficiência e pensar em atendimentos compatíveis às necessidades dos TEAs. Precisa-se de investimentos e não concorrência para as vagas em atendimento.

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Eliane Baatsch
Eliane Baatsch
Coordenadora da Hípica Santa Terezinha, do Centro Municipal de Equoterapia de Barueri e de Osasco, Coordenadora do Paraequestre da NBHA BRAZIL, Ex-Presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Carapicuíba, técnica do Paratleta Murilo Carleto do Paraequestre da NBHA BRAZIL e Paratambor da ABQM, Mestre em Ciências da Educação e autora do livro 'Equoterapia na inclusão escolar'.

Comentários

1 COMENTÁRIO

  1. Excelente argumentação doutora! Ao discutir políticas públicas para pessoas com deficiência, é importante adotar uma abordagem inclusiva, que leve em consideração todas as modalidades de deficiência e busque garantir oportunidades e acessibilidade para todos. É essencial promover um diálogo aberto e inclusivo sobre as políticas públicas para pessoas com deficiência, ouvindo as vozes de todas as comunidades e trabalhando juntos para garantir que todos tenham igualdade de oportunidades e acesso aos recursos necessários para uma vida plena e digna.

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