Ao longo da minha trajetória aprendi que nem sempre as coisas saem como idealizamos. Existem acontecimentos que muitas vezes nos desestabilizam, parecem tirar o chão dos nossos pés e nos sentimos perdidos, fragilizados, abandonados, invisíveis e desamparados. Bate a tristeza, o medo, a raiva, a indignação. Mas a vida é assim!
Talvez exatamente por isso considero fundamental sonhar, mas também planejar, definir estratégias, estudar para ser melhor a cada dia e refinar os critérios para escolher os recursos que serão usados durante o percurso e portanto, se preparar, de algum modo, para lidar com as adversidades, se é que isso é possível!
Sim, esse detalhe faz total diferença, especialmente quando pensamos na formação dos filhos e naquilo que desejamos lhes entregar para que escrevam suas próprias histórias.
”Definir o modelo de educação que desejamos guiar as nossas
crianças e adolescentes faz toda a diferença na caminhada!
É certo que isso não nos exime de enfrentar desafios, pelo contrário, formar alguém para a vida é a maior responsabilidade que alguém pode ter. Traz encontros e desencontros, confortos e desconfortos, acertos e erros que cometemos diariamente. E tudo bem! Afinal a vida é repleta de surpresas e nós também estamos num contínuo processo de evolução.
Quem foi que disse que como mães, pais e educadores temos todas as respostas? Penso que é o oposto. Temos é perguntas demais!!! (risos)
Fico tão feliz quando vejo pais e educadores se questionando!!!
A nossa jornada aqui na Terra é repleta de mistérios que nem sempre conseguimos desvendar, não é mesmo? E exatamente por isso é fundamental entender a importância de nos humanizar e aceitar as coisas e as pessoas como elas são em essência.
Ser humano é aceitar, antes de mais nada, que somos frágeis, vulneráveis, falhos e imperfeitos. E sim, ao mesmo tempo potentes, poderosos e imparáveis na busca pela excelência e pelo autoconhecimento que transforma tudo ao redor, dá sentido e constrói significância à caminhada. Percebe?
Vejo a grande maioria de pais e educadores se queixar sobre as vulnerabilidades emocionais, psicológicas, cognitivas, afetivas e até fisiológicas dos seus filhos. É como se a “culpa” ou responsabilidade fosse da criança! E, portanto, eles não sabem “como” lidar com tais necessidades.
Acontece que nas relações parentais e humanas não há culpados e muito menos receitas. Há de se viver, sentir, perceber, observar para conectar e acessar. E na maioria das vezes a dificuldade em lidar com certas coisas não é sobre o outro, mas sobre você, entende? Daí a beleza de se “olhar no espelho” e compreender que para acolher alguém você precisa se acolher primeiro. Simplesmente assim!
Compreender que determinadas coisas, assim como as pessoas são como são. O segredo está justamente em aceitar, acolher, validar e a partir disso, estabelecer conexão, fortalecer vínculos afetivos e enfim construir relações respeitosas, cooperativas com estímulos e respostas que valorizem os potenciais muito mais que as limitações.
“Nem tudo na vida pode ser mudado, mas quase tudo pode ser transformado. Depende das escolhas que fazemos e do quanto estamos dispostos a valorizar o que é bom e possível.
Pertencer é um sentimento complexo que tem a ver com a nossa história, vivências, emoções, sensibilidades. A forma como chegamos ao mundo e como fomos recebidos e “percebidos”. É tão potente e interfere em toda a jornada! E, mais que isso, define o modo como nos relacionamos com as pessoas e com tudo o que nos cerca. Trata-se de sentir-se parte ou não.
E sentir que somos parte é vital para despertar no coração o desejo de estar aqui, contemplar, honrar as oportunidades, os aprendizados, as pessoas que nos cercam, a vida!!! É o que faz tudo ter sentido ou não!
Como você se sente em relação a isso? Quais sementes você entrega aos seus filhos e pessoas que ama para que se sintam parte?
Valorize o bem precioso que você tem. Acredite que é possível e conte para o mundo a sua história linda e única!
Escolha SER! Escolha AMAR! Escolha ACOLHER!
Um dia eu já me senti um passarinho fora do ninho, afinal, todos temos uma história e dizia o fantástico poeta, Fernando Pessoa: “Eu sou algo entre aquilo que eu quis e aquilo que fizeram de mim.”
E estou aqui porque há muito o que contar e inspirar nesse universo indescritível no qual somos “grão de areia”, mas parte fundamental!!!
Faz sentido para você?
É preciso cuidar das pessoas para transformar o mundo!
Amor, paz e luz,
Roberta Borges
Setembro Amarelo – Campanha Nacional de Combate ao Suicídio – Acolher, amar, respeitar e aceitar para valorizar e honrar a vida!
