O cenário de isolamento social que estamos vivenciando tornou ainda mais crítico o problema da falta de acessibilidade na web. Com isso, nasceu a campanha #imagensquefalam, do Movimento Web para Todos.
Pesquisa realizada pelo movimento, divulgada na semana passada, mostra que o número de sites que falham nos testes de acessibilidade cai, mas ainda preocupa. Menos de 1% dos 14,65 milhões de sites ativos do país está preparado para a navegação de pessoas com deficiência.
Essa é a segunda edição desse amplo estudo que também contou com o apoio técnico do Ceweb.br, Centro de Estudos sobre Tecnologias Web do NIC.br, que tem, entre suas atribuições, disseminar conhecimento sobre acessibilidade na web.
A equipe do Web para Todos tem feito muitas palestras, cursos, consultoria e divulgado conteúdo com o objetivo de compartilhar conhecimento a respeito do tema ao longo dos seus quase três anos de existência. “Mas percebemos que é necessário fatiarmos o problema para que consigamos avançar mais rápido nessa transformação”, explica a idealizadora do Movimento Web para Todos, Simone Freire.
Assim, foi escolhido um critério de acessibilidade digital que é relativamente simples e rápido de ser resolvido e que impacta diretamente a vida de cerca de sete milhões de brasileiros com cegueira ou baixa visão que dependem do leitor de telas para navegação. “Escolhemos ensinar nesta campanha os conceitos de descrição de elementos não visuais a desenvolvedores, designers e produtores de conteúdo”, conta Simone. É importante frisar que o Web para Todos continuará paralelamente com o trabalho de promoção da cultura de acessibilidade digital ampla, ou seja, que considera a inclusão de pessoas com vários tipos de deficiência.
Campanha #imagensquefalam
A campanha, lançada oficialmente no evento virtual Todos@Web, no dia 21 de maio, e deve seguir até o mês de novembro. Para participar, basta postar em suas redes sociais mensagens que respondam à pergunta: “por que é fundamental descrever imagens em sites, aplicativos e em redes sociais?”.
E, no momento da postagem, não se esqueça de marcar o Movimento Web para Todos (estamos no Instagram, Linkedin, Facebook e YouTube) e de usar as hastags #ImagensQueFalam e #webparatodos.
