5 dicas para iniciar a introdução alimentar na T21

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Segundo o Guia Alimentar Para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos, publicado pelo Ministério da Saúde, em 2019, até os 6 meses de vida, o leite materno é o alimento ideal para a criança, contendo todos os nutrientes que a criança precisa para crescer e se desenvolver, até mesmo água.

A partir dos 6 meses, a necessidade de nutrientes dessa criança muda, e passa a ser necessária a apresentação de outros alimentos, sem deixar de lado o leite materno (pelo menos até os 2 anos de vida). Esse momento é conhecido como Introdução Alimentar.

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Quero trazer aqui hoje, 5 coisas que todo mundo precisa saber para iniciar a introdução alimentar de crianças com T21.

1. Muito mais do que a idade

Você sabe porquê as organizações de saúde recomendam que a introdução alimentar comece quando o bebê completar 6 meses de vida? É porque neste momento, o sistema digestório da maioria dos bebês está mais maduro e pronto pra começar a receber e digerir alimentos em texturas diferentes da líquida.

Mas a idade do bebê (6 meses), não é o único fator a ser considerado quando falamos sobre introdução alimentar. É necessário ter certeza de que este bebê está pronto para receber esses novos alimentos e eles mesmos nos dão os sinais necessários:

  • Conseguir ficar sentadinho com o mínimo de apoio, sem tombar para os lados;
  • Mostrar interesse e curiosidade pelos alimentos dos adultos;
  • O bebê não empurra mais os sólidos para fora da boca com a língua;
  • Ele já leva brinquedos à boca;
  • Controle cervical (cabeça mais firme).

Todos estes sinais devem estar presentes somados à idade do bebê (com ou sem T21) para que seja iniciada a introdução alimentar.

Para prematuros (com menos de 36 semanas) usamos a idade corrigida.

2. Atenção à consistência

Inicie com os alimentos semi-sólidos, bem cozidos e amassados com o garfo, tudo bem ter pedacinhos. É importante oferecer alimentos macios!

Nunca liquidifique nem triture os alimentos. Fazer isso prejudica o desenvolvimento motor da boca, e a longo prazo prejudica a fala, a deglutição e a aceitação de alimentos em consistências diferentes.

3. E se o bebê não tiver dentes ainda?

Acredite, isso é mais comum do que você imagina! Fique tranquila, porque a gengiva do bebê é dura o suficiente para amassar os pedacinhos na consistência certa!

4. O que oferecer?

A base da alimentação desse bebê deve ser de vegetais, carnes, ovos (sim, ovos!!!), e nada de pacotinhos! Deve-se evitar ao máximo tudo o que for ultraprocessado, não adicionar sal na comida do bebê e nem açúcar até pelo menos 2 anos de vida.

5. Controle suas expectativas

O momento da introdução alimentar deve ser descontraído, afinal de contas é um mundo novo que a criança está encontrando e precisa ser explorado ainda.

Com 6 meses, ela não sabe que a comida alimenta, ela sabe que o leite alimenta. Tenha paciência e não se frustre se não obtiver sucesso na primeira vez que ofertar os alimentos. Tudo o que é novo causa estranhamento, mas com paciência e amor tudo vai dar certo.

Espero que este texto tenha clareado suas ideias e simplificado algumas coisas. Caso ainda tenha alguma dúvida, conte comigo para te ajudar nesse processo tão importante!

Até a próxima!

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Gabi Pelissari
Gabi Pelissarihttps://nutripelissari.numax.com.br
Nutricionista pós-graduada em Nutrição Materno-Infantil, prima do Enzo, de 3 anos, que tem Trissomia 21 e que, ao nascer, trouxe a missão de melhorar a vida das pessoas com deficiência intelectual por meio da alimentação (CRN3 59703/P).

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