Na semana em que foi comemorado o Dia Nacional do Cego, recebemos um convite da equipe de comunicação do Museu da Energia de São Paulo para acompanhar a visita do jornalista e artesão Ismael da Silva, 52 anos, que é cego, a um museu, e aproveitamos para testar sua acessibilidade.

Ele, que mora na cidade de Praia Grande, no litoral paulista, nunca havia visitado um museu até então e se surpreendeu positivamente ao constatar tantos recursos disponíveis para viabilizar seu acesso às obras.
“Eu sempre ouvi falar sobre museus e que eles tinham acessibilidade para pessoas com deficiência visual, mas nunca tive a oportunidade de testar tantas adaptações assim, de perto. Até mesmo porque nunca tinha ido a um museu antes. A experiência foi ótima e vou começar a frequentar os museus”, explica Ismael.

Localizado no Centro de São Paulo, o Museu da Energia integra a Fundação Energia e Saneamento, que oferece à comunidade outras unidades de museus que têm como foco a a energia no Brasil e no mundo, em apresentações didáticas e divertidas para atender a todos os públicos.
Fazem parte da rede unidades do Museu da Energia nas cidades de Itu e São Paulo, além de quatro usinas-parque e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) localizadas nos municípios de Rio Claro, Salesópolis, Santa Rita do Passa Quatro e Brotas.
Acessibilidade no Museu da Energia

O Museu da Energia de São Paulo dispõe de mapas e placas táteis, além da reprodução em 3D de objetos de acervo expostos e livro braile. “Achei bem bacana poder conhecer até o desenho do piso e das grades do museu por meio do tato. Foi algo realmente surpreendente, ter acesso a tantos recursos de acessibilidade”, conta Ismael, que é cego desde o nascimento.

Além de garantir autonomia para os visitantes com deficiência visual, o museu conta ainda com acessibilidade para pessoas com deficiência física e mobilidade reduzida e com uma apresentação em Libras para pessoas com deficiência auditiva.
No site do museu é possível conferir a apresentação da educadora Priscila Souza com informações sobre a história e a arquitetura do casarão oitocentista que abriga o Museu da Energia de São Paulo, nos Campos Elíseos, a memória do bairro e a mediação dos conteúdos apresentados na exposição de longa duração ‘Tempos de Energia: São Paulo em transformação’.
A história do Museu da Energia de São Paulo
Inaugurado em 2005, o Museu da Energia de São Paulo é um espaço aberto à comunidade. Em suas salas, equipamentos interativos e atividades como jogos e projeções de filmes convidam os visitantes de todas as idades a participar de experiências científicas e a refletir sobre questões atuais envolvendo o tema da energia e seu futuro.
A história da expansão urbana e industrial da cidade de São Paulo nos últimos 150 anos também está presente nas salas do museu.
O edifício-sede do museu é outra atração. Construído entre 1890 e 1894, quando o bairro dos Campos Elíseos era o endereço mais sofisticado da cidade, o palacete foi residência de Henrique Santos Dumont, irmão do aviador Alberto Santos Dumont e um dos homens mais ricos do Brasil na época.
A visita ao Museu da Energia de São Paulo vale muito a pena, inclusive para crianças, que terão a oportunidade de entender bem como funciona a ‘mágica’ para a iluminação chegar nas lâmpadas e tomadas de casa.
O museu está localizado na Alameda Cleveland, nº 601, na região central e o funcionamento é de terça a sábado, das 10 às 17 horas, com entrada gratuita.
Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3224-1489. Já quem quiser agendar uma visita individual ou de um grupo pode enviar e-mail para: saopaulo@museudaenergia.org.br.
