Os atletas brasileiros seguem fazendo bonito nos Jogos Paralímpicos de Tóquio e soma 35 medalhas, sendo 12 ouros, 8 pratas e 15 bronzes. Com esse resultatdo, o Brasil é o 6º colocado no quadro de medalhas.
No quarto dia dos Jogos, o Brasil conquistou quatro medalhas. A primeira delas veio no atletismo, com a potiguar Thalita Simplício ficou com a prata nos 400 metros da classe T11 (para atletas com deficiência visual). Ela fechou a final com o tempo de 56s80, fazendo o seu melhor tempo na carreira. “Fizemos três tiros de 400 metros em 24 horas. Demos o nosso melhor na pista”, disse Thalita ao fim da prova.
Ainda no atletismo, a carioca Julyana da Silva conquistou o bronze no lançamento de disco na classe F57 (para atletas com deficiência nos membros inferiores que competem em cadeiras de rodas), arremessando a 30m49.
Outros dois bronzes vieram com as atletas Cátia Oliveira, do tênis de mesa, pela classe 2, e com a judoca Lúcia Araújo que venceu, por ippon, a russa Natalia Ovchinnikova, na categoria até 57 quilos.

A décima medalha da natação do Brasil nas Paralimpíadas veio com recorde de Gabriel Bandeira, que cravou 51s11 nos 100 metros livre da classe S14, e também com sorte, com a eliminação do time russo. Isso porque a equipe brasileira conquistou o bronze na prova do revezamento 4×100 metros livre da classe S14 (para atletas com deficiência intelectual).
Os atletas Gabriel Bandeira, Ana Karolina, Debora Carneiro e Felipe Vila Real fizeram o tempo de 3min51s23. A equipe brasileira foi favorecida pela eliminação dos russos, que chegaram em terceiro lugar, mas foram desclassificados.
A última medalha do quarto dia veio com o atleta paraibano Cícero Valdiran, terceiro colocado no lançamento de dardo da classe F57 (para atletas com deficiência nos membros inferiores que competem em cadeiras de rodas).

O Brasil começou o quinto dia conquistando uma medalha inédita no remo, com o atleta Renê Campos Pereira, no single skiff PR1 (para atletas com função mínima ou nenhuma função de tronco). Com arrancada no fim da prova, Renê chegou no terceiro lugar 10min03s54 e ficou com a medalha de bronze.
Em sua estreia nos Jogos Paralímpicos, a atleta Mariana D’Andrea, que tem nanismo, quebrou um jejum histórico para o Brasil e conquistou a primeira medalha de ouro do Brasil no halterofilismo, na categoria até 73 quilos.
“Esperava muito por este momento. Não tem gratidão maior do que ganhar esta medalha após cinco anos de treinamento. Agradeço a todos pela torcida e pela oração. Quero deixar registrado aqui, que se você tem sonho, corra atrás dos seus objetivos e os conquiste”, disse Mariana.
Reconhecida como a maior judoca paralímpica do Brasil, Alana Maldonado é a responsável pela primeira medalha brasileira do judô em Paralimpíadas. Alana subiu no lugar mais alto do pódio em Tóquio, no domingo. Pela categoria até 70 quilos, a judoca da classe B2 (para atletas com percepção de vultos) venceu três lutas, a última delas contra Ina Kaldani, da Geórgia, superada por waza-ari.
Já a atleta Meg Emmerich conquistou o bronze na categoria +70 quilos. Lutando na classe B3 (para atletas que conseguem definir imagens), a brasileira derrotou Altantsetseg Nyamaa, da Mongólia, com um ippon, e conquistou sua primeira medalha em Paralimpíadas.
Na natação, as gêmeas Débora e Beatriz Carneiro disputaram, lado a lado, a final feminina dos 100 metros peito da classe SB14 (para atletas com deficiência intelectual). Beatriz se deu melhor e ficou com a medalha de bronze.
Favorita na final dos 50 metros livre da classe S13 (para atletas com baixa visão), Carol Santiago conquistou medalha de ouro e recolocou a natação feminina do Brasil no lugar mais alto de um pódio nas Paralimpíadas.
A atleta, de 36 anos, é da classe S12 (para atletas com mais baixa visão), mas competiu nesta prova na S13, contra atletas que enxergam melhor do que ela, o que não impediu sua vitória, com direito a novo recorde paralímpico para a S12.
Ainda na natação, Gabriel Geraldo dos Santos Araújo conquistou a medalha de ouro na final masculina dos 200 metros livre da classe S2 (para atletas com limitações físico-motoras).

O sexto dia de competições dos Jogos Paralímpicos de Tóquio também foi recheado de medalhas para o Brasil. No atletismo, o mineiro Claudiney Batista conquistou ouro no lançamento de disco, na classe F56 (para atletas que competem em cadeiras de rodas).
Outro ouro veio com a atleta paulista Beth Gomes, de 56 anos, também do lançamento de disco, pela classe F52. Já o velocista paranaense Vinícius Rodrigues, conquistou medalha de prata nos 100 metros, classe T63 (para amputados de membros inferiores com prótese), com o tempo de 12s05. A segunda medalha de prata do Brasil veio no arremesso de peso, com Alessandro Silva, da classe F11 (para atletas cegos), e a terceira prata com a catarinense Bruna Alexandre, no tênis de mesa, na classe 10.
