Os atletas do Brasil seguem fazendo bonito nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Em apenas 3 dias de evento, eles já conquistaram 17 medalhas: 6 ouros, 4 pratas e 7 bronzes, e é o 6º colocado no quadro geral de medalhas.
A primeira medalha brasileira em Tóquio foi conquistada pelo nadador Gabriel Geraldo Araújo. O atleta mineiro, de apenas 19 anos, tem focomelia, doença congênita que impede a formação normal de braços e pernas.
Gabriel, que está fazendo sua estreia nos Jogos Paralímpicos, conquistou medalha de prata na final dos 100 metros costas da classe S2 (segunda classe com menor funcionalidade para pessoas com deficiência física).
O nadador Gabriel Bandeira, de 21 anos, conquistou a primeira medalha de ouro para o Brasil, nos 100 metros borboleta da classe S14 (atletas com deficiência intelectual). Gabriel conquistou também a medalha de prata nos 200 metros livre da S14.
Em sua última participação em Jogos Paralímpicos, Daniel Dias, maior nadador paralímpico da história, conquistou três medalhas de bronze. Ele, que anunciou sua aposentadoria após o evento, conquistou a primeira medalha do torneio nos 200 metros da classe S5 (intermediária entre as 10 para pessoas com deficiência funcional).
Daniel conquistou também o bronze nos 100 metros livre da mesma classe pela equipe mista brasileira do revezamento 4×50 metros livre, composta por ele e pelos atletas Patrícia Pereira dos Santos, Joana Maria e Talisson Glock.
“Foram cinco anos muito difíceis. A gente ficou sem treinar, enfrentou muita coisa. Mas saber que minha família está me acompanhando, meus filhos, isso me deu força, independentemente do que está acontecendo aqui eu vou me divertir, vou chorar bastante. Meus últimos Jogos, então quero aproveitar cada momento”, declarou Daniel Dias. Desde os Jogos Paralímpicos de 2008, em Pequim, na China, o atleta sobe consecutivamente ao pódio.

No segundo dia dos Jogos Paralímpicos de Tóquio, o Brasil conquistou duas pratas, com o cavaleiro Rodolpho Riskalla, no hipismo, e com o esgrimista Jovane Guissone na espada categoria B.
Quem também fez bonito foi o nadador Phelipe Rodrigues. O pernambucano conquistou o bronze nos 50 metros livre da classe S10. Esse foi o oitavo pódio paralímpico de Phelipe Rodrigues. Antes, ele já havia faturado cinco pratas e dois bronzes.
“Claro que o ouro era o que faltava, mas conseguir mais uma medalha é excepcional. Ainda mais depois de 12 meses de restrições [por causa da pandemia]”, explicou Rodrigues.
O terceiro dia dos Jogos Paralímpicos de Tóquio foi marcado, entre outras coisas, pela estreia do atletismo. E o Brasil conquistou três medalhas de ouro e um bronze.
A primeira medalha de ouro veio com o sul-mato-grossense Yeltsin Jacques, de 29 anos, nos 5 mil metros da classe T11 (deficiência visual). Ele começou a corrida sendo guiado pelo maratonista profissional Laurindo Nunes e fez a segunda metade da prova com Carlos Antonio dos Santos, o Bira.

Bicampeã paralímpica no salto em distância, a mineira Silvânia Costa, de 34 anos, no salto em distância, também na classe T11. Silvânia saltou 5 metros cravados para garantir a medalha de ouro, repetindo o resultado dos Jogos Paralímpicos do Rio, em 2016. A atleta comemorou muito o resultado com seu guia, Vinicius Martins.
O terceiro ouro foi conquistado por Petrucio Ferreira dos Santos, de 24 anos, nos 100 metros rasos, na classe T46/47 (atletas com deficiências nos membros superiores). O pódio teve dobradinha brasileira com Washington Junior, que ficou em terceiro lugar, conquistando medalha de bronze.
Na natação, a atleta pernambucana Maria Carolina Santiago, de 36 anos, conquistou o bronze na disputa dos 100 metros costas S12 (atletas com baixa visão).
O ouro veio com o brasiliense Wendell Belarmino Pereira, de 23 anos. Ele venceu a prova dos 50 metros livre da classe S11 (deficiência visual total), e subiu ao pódio, na manhã desta sexta-feira.
Outra medalha de ouro veio com o atleta Wallace Santos no arremesso de peso, nas classes F54 e F55 (para atletas que competem em cadeiras de rodas com sequelas de poliomielite, lesões medulares ou amputações).
Wallace bateu o recorde paralímpico e mundial com um arremesso de 12.63 metros. e cravou uma medalha inédita na carreira, batendo o recorde da classe F55.
A última medalha do terceiro dia dos Jogos veio com o atleta João Victor. Ele conquistou o bronze no arremesso de peso na classe F37 (para atletas andantes com paralisia cerebral) após arremessar 14.45 metros.
