Nos dias 13 e 14 de abril de 2024, a cidade de São Paulo sediou o maior evento atípico do Brasil. A Convenção Atípica contou com a presença de palestrantes e expositores de todo o Brasil, sendo um marco na história dos eventos sobre autismo e neurodiversidade na América Latina.
“Estávamos cansados de participar de eventos nos quais nossa voz e representatividade não eram priorizadas, e nos quais os lucros gerados em torno da causa autista não abriam espaço para valorizar o trabalho dos nossos empreendedores autistas. Como pequenos artistas, empreendedores e artesãos, muitas vezes não encontramos espaço nos grandes eventos que levam nosso nome e nossa causa”, explica a escritora e palestrante Naty Souza, idealizadora do evento.
Para ela, o sentimento de acolhimento, respeito e empatia ecoou em todos os participantes do evento, trazendo um senso de pertencimento e de família.
“É maravilhoso ouvir dos participantes que a convenção precisa acontecer mais vezes e em mais cidades do Brasil, pois o impacto é tão significativo que não pode ficar restrito a nós. Outros precisam fazer parte desse movimento”, completou Naty.
Parceira de Naty na realização do evento, a empreendedora Fabiane Campos também comemorou o sucesso do primeiro encontro.
“Foi um momento único, onde vimos pessoas, onde vimos potencialidades, onde vimos vitória, onde vimos acima de tudo respeito. Quando a Naty afirmou que faríamos o maior evento atípico de 2024 eu me preocupava um pouco com esta afirmação, se teríamos condições de tanto. Trabalhamos muito, incessantemente, por 6 meses para entregar um grande evento. Fomos em busca de palestrantes de diversas áreas, fomos em busca de patrocínios, fizemos lives, apresentamos os palestrantes, expositores, patrocinadores, buscamos fazer um evento o mais inclusivo possível. A Convenção Atípica já era mais que um evento, na preparação para a primeira edição, já virava um movimento.”
Fabiane também fez questão de agradecer aos parceiros e patrocinadores do evento.
“Apesar de termos feito nossa parte com muita dedicação, não fizemos a Convenção sozinhas. Os patrocinadores foram super importantes para que o evento pudesse acontecer. Mas o protagonismo não foi nosso, não foi dos patrocinadores, o protagonismo foi de todos os autistas ali presentes ou ali representados. E esse momento ficará na história, levarei por toda a vida. Transformou meu olhar não só para o autismo, mas para a neurodiversidade, para a diversidade. Transformou meu olhar para o mundo e até mesmo o olhar para mim mesma. Enxerguei que não existem barreiras, que todos podem sonhar e realizar, que sozinhos sonhamos, mas em conjunto realizamos grandes feitos e podemos sim, transformar o mundo em um lugar mais acolhedor”, completou Fabiane.
Um dos participantes do evento, o psicólogo Gabriel Mont’Alegre também elogiou a iniciativa das amigas Naty e Fabiane.
“A Convenção Atípica pouco se importou com sutileza e discrição. A relevância cultural do evento foi explícita, inegável e muito emocionante. Diante do histórico de marginalização da participação de autistas nos palcos onde se fala sobre autismo, a convenção chegou com o pé na porta e deu protagonismo a vozes autistas, e vozes que tinham muito a dizer. Para aqueles que são conhecidos por suas dificuldades de comunicação, a clareza e a riqueza com que todos nesse evento estão se comunicando é de dar inveja em qualquer outro”, concluiu.
O portal Acesse agradece muito pela oportunidade de ser mídia parceira deste evento incrível, e esperamos ansiosamente pela próxima edição da Convenção Atípica. Enquanto isso, acompanhe as novidades deste movimento pela inclusão no Instagram da Convenção Atípica.
