Hoje, 3 de dezembro, é o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. A data, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1992, nasceu com a proposta de estimular a reflexão sobre a garantia de direitos para aproximadamente 10% da população mundial com algum tipo de deficiência.
Segundo dados da ONU, esse percentual representa mais de 650 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicavam cerca de 46 milhões de pessoas com deficiência, o que corresponde a 24% da população.
O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência também chama atenção para a defesa dos direitos assegurados a essa parcela da população. Por aqui, muitas expectativas foram criadas com a instituição da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), em 2016. Isso porque ela prometia muitas mudanças, além da garantia de que as barreiras atitudinais seriam quebradas para que pessoas com e sem deficiência tivessem a oportunidade de conviver de forma igual.
No entanto, em 6 anos, a LBI ainda não garantiu muitas mudanças concretas, assim como, 30 anos após de sua criação, o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência segue sendo marcado como um dia de luta na busca pela garantia de direitos, respeito e igualdade.
Por aqui, seguimos na busca por mais acessibilidade física, atitudinal e de comunicação, por mais adaptações nos métodos de ensino e por mais entendimento por parte de empresas, órgãos públicos, instituições e, em especial, das pessoas – porque é delas que parte tudo isso – sobre a importância de garantir recursos que irão permitir que todos possam conviver em condição de igualdade.
