A psicologia é a ciência que estuda o comportamento do ser humano nos processos de interações no ambiente físico e social. Portanto, ser psicólogo exige uma compreensão e um estudo muito grande, imbuído no comportamento do ser humano, às vezes alcançando dimensões amplas em seus ambientes sociais além do físico.
Mas, você sabe qual o papel do psicólogo na equoterapia?
Muitos psicólogos apresentam linhas de trabalho diferenciadas, atuam em clínicas, instituições sociais, instituições e unidades educacionais, empresas, em processos seletivos, enfim numa gama grandiosa de ambientes profissionais, além de associações de várias formações acadêmicas aperfeiçoando a atuação na área.
Este profissional é muito importante na equoterapia no processo de intervenção terapêutica, na triagem, na adequação do processo do prognóstico (tratamento) e no atendimento.
O psicólogo na equoterapia atua desde a triagem dos praticantes para elegibilidade no processo terapêutico, como no atendimento direto às pessoas com deficiência.
Na triagem, conversa com as famílias observando a dinâmica da pessoa com deficiência na sua rotina diária, medicamentosa, alterações que podem ser de cunho hormonal e possíveis instabilidades comportamentais, além de ter propriedade sobre remédios antipsicóticos e observações pessoais, familiares e sociais do paciente.
Contudo, orientando os demais profissionais na conduta terapêutica com os medos e anseios dos praticantes de forma ao qual a terapia seja conduzida com respeito aos comportamentos apresentados e demais organizações.
10 formas de atuação direta do psicólogo na equoterapia:
1. Participar na triagem para a elegibilidade do tratamento, verificando as indicações, contra indicações, instabilidades comportamentais e auxílio na construção do prognóstico do praticante de equoterapia;
2. Auxiliar no processo de aproximação do praticante com o cavalo, principalmente quando há medo exacerbado. Se o praticante apresentar um quadro motor, e este tem medo do cavalo, não adianta ser atendido na montaria sem antes realizar uma aproximação e adquirir confiança com a equipe e o animal, pois se montado com medo não haverá o ajuste tônico emocional, entretanto não auxiliará com eficácia o processo de reabilitação motora por meio do movimento cinesioterapêutico da andadura do cavalo. A pessoa com deficiência precisa construir uma relação e um vínculo com o cavalo, equipe, para que consiga realizar a montaria com precisão para alcance dos objetivos motores;
3. Orientar a família que a equoterapia não é só montaria, inclusive para os praticantes que apresentam medo e mediante esse processo, sempre conduzindo para uma intervenção terapêutica de qualidade. Cabe ressaltar que para alguns quadros comportamentais e cognitivos a equoterapia também não é só montaria, portanto existem várias metodologias e alcances terapêuticos que são realizados no solo com o cavalo;
4. Aproveitar os vários recursos que o ambiente da equoterapia pode proporcionar para a habilitação e a reabilitação como os aspectos sensoriais, hormonais, vínculo com o animal, relações e uma vasta amplitude de sentimentos, emoções e bem estar;
5. Embasar objetivos relacionados com o desenvolvimento da cognição do praticante;
6. Organizar o praticante proporcionando alcance de objetivos que melhorem na interação, socialização, comunicação, noção temporal, noção espacial, regras de conduta, limites, entre outros objetivos;
7. Orientar as famílias quanto à expectativa do tratamento com ética;
8. Trabalhar o luto e as frustrações com as famílias e os praticantes;
9. Promover a equipe multidisciplinar conhecimentos referentes ao comportamento com embasamento técnico-científico e orientação aos profissionais nas condutas terapêuticas nos objetivos multidisciplinares, interdisciplinares e transdisciplinares;
10. Contra-indicação na equoterapia quando o praticante candidato à vaga, que embora esteja em pleno estado de saúde em avaliação médica, apresente alterações comportamentais focadas na agressividade podendo correr risco no ambiente terapêutico.
“O psicólogo na equoterapia é facilitador nas construções das relações dos praticantes com os cavalos e das famílias com o setting terapêutico.”
