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Fundação Dorina dá dicas para pessoas com deficiência visual caírem na folia com segurança

Saiba como as pessoas cegas ou com baixa visão podem curtir a festa de rua sem medo de ser feliz.

Mais de 800 blocos de rua já foram registrados para o Carnaval em São Paulo, neste ano. Por isso, compartilhamos aqui as dicas da Fundação Dorina para pessoas com deficiência visual aproveitarem o Carnaval com segurança.

Durante os próximos dias, milhares de foliões estarão se locomovendo de um canto a outro da cidade à procura do bloquinho perfeito. Além da música, localização e segurança, nessa época de comemorações, é muito importante pensar na acessibilidade das festas para garantir um espaço democrático para todos.

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Confira as dicas a seguir:

1. Sempre vá acompanhado

Uma pessoa sozinha no meio da aglomeração pode se colocar em risco. Por isso, o indicado é ter companhia. Uma dica para não se perder do acompanhante é utilizar um equipamento semelhante ao que corredores usam com seu guia. Pode ser uma pequena corda de 50 centímetros que liga a pessoa com deficiência visual ao guia e deixa os braços livres para movimento; 

2. Evite proximidade com carros de som

Ficar mais longe do carro de som deixa a pessoa mais livre e com melhor percepção dos sons à sua volta;

3. Evite o uso de bengalas

Podem ocorrer acidentes como foliões pisando na bengala. Além disso, em uma eventual aglomeração, a bengala pode se arrebentar e até ser usada como arma; 

4. Evite ficar com seu acompanhante no centro do bloco

Procure as áreas de menor aglomeração para pular tranquilo e em segurança, inclusive, tendo mais mobilidade para sair quando desejar. 

A Fundação ressalta ainda que a organização dos blocos pode ajudar a tornar o Carnaval mais acessível e inclusivo tomando alguns cuidados. 

“Utilizar vias com acessibilidade plena para todos, sem buracos ou desníveis acentuados, facilita a circulação das pessoas com deficiência visual, por exemplo. Fora isso, é importante o acesso a banheiros, de preferência, não químicos, pois a configuração desses é desfavorável para quem não enxerga”, explica a gerente de atendimento especializado da Fundação Dorina Nowill para Cegos, Kely Magalhães. 

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Juliana Reis
Juliana Reishttps://www.portalacesse.com.br/
Jornalista, com mais de 20 anos de atuação, 13 deles atuando em projetos editoriais no segmento de acessibilidade e inclusão. Co-fundadora do Portal Acesse e da Ludik, agência de comunicação especializada em soluções inteligentes para auxiliar empresas que queiram promover uma comunicação para todos.
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