A Mais Diferenças é a única organização que trabalha com a temática de pessoas com deficiência que está entre as finalistas do prêmio Jabuti 2020.
Desde 2005, a Mais Diferenças desenvolve projetos voltados para o fomento da educação inclusiva e cultura, produzindo mais de 60 livros de literatura em múltiplos formatos acessíveis e formando mais de 3 mil pessoas em estratégias de mediação de leitura acessível e inclusiva.
Para democratizar o acesso ao livro a todos, a organização participa de redes e fóruns, promove formações para educadores e monitora os marcos legais, além de produzir livros baseados nos princípios do desenho universal, ou seja, acessível simultaneamente a pessoas com diferentes tipos de deficiência.
“É uma alegria e muito importante ser finalista do Prêmio Jabuti, uma vez que a Mais Diferenças desenvolve diferentes ações vinculadas aos eixos da Política Nacional de Leitura e Escrita”, comemora Carla Mauch, coordenadora geral da organização.
O trabalho desempenhado tem como ponto de partida o lema ‘Nada sobre nós sem nós’. “Trazemos visibilidade e representatividade das pessoas com deficiência em todos os processos para garantir a democratização do acesso ao livro, à literatura e à leitura”, completa Carla.
Metodologia inovadora de livros acessíveis

A Mais Diferenças criou uma metodologia pioneira de produção de livros acessíveis, que reúnem na mesma obra narração e texto, audiodescrição, interpretação em Libras e Leitura Fácil.
Os livros têm financiamento público e privado e são disponibilizados às pessoas com deficiência, suas famílias e profissionais da educação e da cultura que atuam junto a este público. As obras são, em sua maioria, gratuitas.
Você pode conhecê-las na aba Biblioteca do site da Mais Diferenças. Um dos colaboradores da Mais Diferenças é Danilo Santos, que é surdo e interpreta muitos dos livros audiovisuais acessíveis produzidos pela organização. Ele trabalha em parceria com outra intérprete e eles se revesam.
“Essa participação no trabalho é muito importante pela inclusão e representatividade”, afirma Danilo. Outro diferencial da metodologia dos livros audiovisuais acessíveis é o foco no letramento visual. “Isso significa que todos os recursos de acessibilidade estão disponíveis a todos. A descrição das imagens é narrada por uma pessoa e também interpretada em Libras (Língua Brasileira de Sinais), para que as pessoas com deficiência auditiva também tenham acesso a essa informação”, explica Carla Mauch.
A instituição está entre os cinco finalistas da categoria ‘Fomento à Leitura’. A cerimônia de premiação será virtual e acontecerá no dia 26 de novembro, às 19 horas, com transmissão no Facebook e no Youtube da Câmara Brasileira do Livro (CBL).
