O cavalo amigo da equoterapia

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Normalmente quando se pensa em equoterapia, logo se vem na cabeça o método terapêutico através da montaria no cavalo.

Esse pensamento se atribui pelo fator histórico do cavalo como ser forte, imponente, símbolo de beleza, liberdade e poder representado muitas vezes pela montaria e domínio. E por informações e estudos sobre o cavalo ideal de equoterapia em sua morfologia, simetria, biomecânica, prumo, passo adequado, altura, comportamento ideal, totalmente pertinentes.

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Contudo, não podemos pensar no cavalo para ser somente montado ou instrumento de trabalho. O cavalo é um amigo importante do praticante, porque juntos estabelecem uma relação de empatia, confiança e respeito mútuo.

Existe o carinho, o cuidado, o toque, o olhar, o cheiro, a temperatura, o sensorial, a confiança… quantos neurotransmissores e até hormônios conseguimos abranger com isso.

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Uma sessão de fisioterapia na hípica Santa Terezinha. A equoterapeuta Eliane está montada no cavalo, realizando o atendimento a uma menina que tem deficiência intelectual. A menina está sentada na frente da profissional. Um homem conduz o cavalo e duas profissionais dão assistência de solo à equoterapeuta. O cavalo é marrom e está enfeitado com laços e fitas. A menina usa uma camiseta amarela e bermuda branca. Os profissionais usam uma camiseta verde, uniforme da hípica. Fim da descrição..
Sessões exigem atendimentos personalizado (Foto: Divulgação)

Como desenvolver um trabalho motor, se o praticante tem medo do cavalo e nem estabeleceu uma relação com o animal de amizade. Nesse momento a inadequação pode prejudicar no desenvolvimento tanto emocional e psicológico refletindo diretamente no motor.

Quem pensa que o cavalo é um animal mecanizado, somente treinado para andar ao passo, trote, galope ou condicionado as aprendizagens, está enganado. O cavalo estabelece uma relação com o praticante e vice-versa, como com o equoterapeuta, auxiliares, tratadores, enfim com todos na sessão e em sua convivência. Sempre reconhecendo aquele praticante ou familiar que traz a cenoura de agrado nas sessões. E quando está doente ou não está bem, a insegurança e angústia pela situação do animal toma o setting terapêutico por todos os envolvidos.

Não existe a raça ideal para o cavalo de equoterapia, tudo depende da estrutura de cada centro, e direcionamentos para o praticante, treinamento do animal, morfologia, condições físicas e emocionais de trabalho e bom senso.

A intervenção tem várias indicações, necessitamos de ajustes tônicos emocionais também para o desenvolvimento biopsicossocial.

Equoterapia é muito mais que montaria…e nem sempre só a montaria é equoterapia.

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Eliane Baatsch
Eliane Baatsch
Coordenadora da Hípica Santa Terezinha, do Centro Municipal de Equoterapia de Barueri e de Osasco, Coordenadora do Paraequestre da NBHA BRAZIL, Ex-Presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Carapicuíba, técnica do Paratleta Murilo Carleto do Paraequestre da NBHA BRAZIL e Paratambor da ABQM, Mestre em Ciências da Educação e autora do livro 'Equoterapia na inclusão escolar'.

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