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Conheça a síndrome que provoca problemas auditivos e visuais

Uma doença genética rara de caráter neurodegenerativo, que afeta aproximadamente 1 em cada 500 mil indivíduos, a síndrome de Wolfram (SW) é causada por mutações no gene WFS1 ou WFS2, e como a herança genética é recessiva, os indivíduos afetados herdam duas cópias mutadas (uma da mãe e outra do pai). O diagnóstico da doença […]

Uma doença genética rara de caráter neurodegenerativo, que afeta aproximadamente 1 em cada 500 mil indivíduos, a síndrome de Wolfram (SW) é causada por mutações no gene WFS1 ou WFS2, e como a herança genética é recessiva, os indivíduos afetados herdam duas cópias mutadas (uma da mãe e outra do pai).

O diagnóstico da doença é extremamente difícil, pois os sintomas aparecem gradativamente. Em geral, o primeiro problema a se manifestar, ainda na primeira década de vida, é a diabetes mellitus tipo 1. A síndrome também desenvolve uma atrofia no nervo óptico ocasionando perda visual e problemas de audição (perda neurossensorial), além de manifestações neurológicas. Além disso, a doença também pode causar perda no sentido do olfato, problemas de equilíbrio e coordenação, espasmos musculares e convulsões, problemas no trato urinário e respiração irregular.

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Apesar de ainda não existir medicação específica para a cura da SW, alguns tratamentos podem melhorar os sintomas da diabetes, dos problemas renais e neurológicos, incluindo as alterações visuais.

Desde 2011, quando recebeu o diagnóstico da SW, Rafaela Ungaretti, 18 anos, se tornou uma ativista em busca de recursos para pesquisas pela cura desta síndrome rara, e criou o portal Wolfram Inside, onde compartilha seus conhecimentos e experiências sobre a doença.

“Quando o professor me colocou na última fileira da sala de aula comecei a notar minha dificuldade visual, já que não conseguia enxergar o quadro negro lá de trás”, lembra Rafaela.

Sabendo que uma das manifestações da síndrome é a perda de visão, ela resolveu procurar ajuda.

“Foi pesquisando na internet que meus pais encontraram um neuroftalmologista, em Los Angeles, que havia realizado um estudo para estabilizar a perda de visão em pacientes com atrofia no nervo óptico”, conta ela, que buscou adaptações para conseguir continuar os estudos.

“Aos poucos, fui me adaptando, baixei os livros para o meu tablet, tirava fotos das matérias no quadro para passar para o computador em casa, e minhas provas eram feitas com letras maiores. A perda de visão me ensinou a prestar mais atenção a tudo o que vejo e a achar tudo mais bonito e alegre, pois, apesar de eu enxergar borrões nas folhas das árvores, eu consigo transformá-los em lindas folhas verdes”, conclui Rafaela.

Snow Foundation

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Stephanie, criadora da Snow Foundation, posa ao lado de sua filha Raquel. Mãe e filha são loiras, com cabelos lisos e compridos. A menina usa óculos e um laço lilás no cabelo. Fim da descrição.
Stephanie, criadora da Snow Foundation, e sua filha Raquel (Foto: Reprodução)

Criada por Stephanie Snow Gebel, mãe de Raquel, 10 anos, diagnosticada com a síndrome, a Snow Foundation é a maior organização do mundo de apoio às pesquisas médicas para a doença, e atua angariando recursos para pesquisas médicas.

Com informações do site Wolfram Inside

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Juliana Reis
Juliana Reishttps://www.portalacesse.com.br/
Jornalista, com mais de 20 anos de atuação, 13 deles atuando em projetos editoriais no segmento de acessibilidade e inclusão. Co-fundadora do Portal Acesse e da Ludik, agência de comunicação especializada em soluções inteligentes para auxiliar empresas que queiram promover uma comunicação para todos.
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