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Especialista aborda a aprendizagem do inglês e a deficiência auditiva

Aprender uma nova língua é fascinante. Não somente pelo fato de falar palavras e frases em outro idioma, mas também pelo contato com culturas que permeiam o estudo e pelos benefícios pessoais e profissionais que podemos usufruir com isso.

Mas, apesar desse pensamento ser comum para a maioria dos alunos, é preciso ter um cuidado também com alunos com deficiência auditiva, que em sua maioria se comunicam por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras), que tem sua própria gramática, sintaxe, morfologia e fonética, garante o consultor de Línguas Estrangeiras, David Marcelo Berto, da Vitae Brasil.

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Ele, que atua ainda como professor de Língua Inglesa e como tradutor e intérprete de Libras, garante que: “dentro deste contexto, vem a indagação: será que é possível um aluno surdo se interessar em aprender a língua inglesa? O que fazer para atrair os alunos surdos?”.

A imagem está no formato retangular, na vertical. Nela, está o consultor David Marcelo. Ele usa roupas pretas e sorri. Fim da descrição.
O educador consultor David Marcelo (Foto: Divulgação)

Para ele, são questionamentos frequentes dos professores, que podem gerar insegurança e medo. Mas reflexões diárias levarão os educadores a deixar de lado tudo isso. É o professor que precisa mudar seu método de ensino.

“O aluno surdo se expressa e aprende as coisas de forma diferente quando comparado aos alunos ouvintes. Nós nos acostumamos a incentivar nossos alunos a buscarem a pronúncia perfeita, repetindo as palavras que ensinamos, focando em conversações. Mas tudo isso não faz sentido para os surdos, porque eles não conhecem os sons das letras, dos fonemas e das sílabas”, explica.

Para ele, antes, o educador deve pensar que, em compensação à falta da audição, os alunos surdos são muito visuais. Por isso, a utilização de figuras pode facilitar muito a aprendizagem.

“O aluno vai associar a imagem da palavra escrita à imagem do objeto/palavra em questão. Esse método ajudará até mesmo o professor que não tem conhecimento sobre a Libras.”

Outro fator importante é a contextualização das palavras. O aluno surdo não precisa aprender somente palavras soltas. Muitos professores o fazem achando que não poderão extrair um sentido daquilo que leem. É exatamente o contrário! Alunos com deficiência auditiva interessam-se muito em aprender outra língua.

Ainda de acordo com o especialista, o professor deve aproveitar essa característica e preparar sua aula pensando, também, nesses alunos, para que eles não desanimem ou se decepcionem. 

“Softwares educacionais são uma boa pedida. Os alunos surdos se sentem muito bem ao manipular um ambiente visual, no qual eles possam interagir. No caso de alunos mais velhos, o professor deve tomar cuidado ao questionar sua forma de escrita”, conclui.

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Juliana Reis
Juliana Reishttps://www.portalacesse.com.br/
Jornalista, com mais de 20 anos de atuação, 13 deles atuando em projetos editoriais no segmento de acessibilidade e inclusão. Co-fundadora do Portal Acesse e da Ludik, agência de comunicação especializada em soluções inteligentes para auxiliar empresas que queiram promover uma comunicação para todos.
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