Hoje é o Dia Nacional do Surdo, uma das datas que marcam as comemorações do Setembro Azul. Por isso, compartilhamos com vocês uma entrevista exclusiva com Maycon Calasancio, 1º dançarino surdo de Brasília.
Maycon, que nasceu surdo, tem formação em balé, dança contemporânea, jazz e dança de salão. Aos 30 anos, se destaca em um seleto grupo de dançarinos surdos que atuam profissionalmente, no Brasil.
Confira a entrevista e saiba um pouco mais da história do Maycon!

Quando você se interessou pela dança?
Eu comecei a me interessar pela dança aos 7 anos de idade.
Qual o maior desafio de ser profissional da dança sendo surdo?
Por ser surdo, meu ponto de vista sobre a dança é muito diferente dos ouvintes. Minha dança é feita com movimentos e envolve mais expressão e ritmo do corpo.
Você precisa de adaptações para dançar?
Sim, preciso adaptar porque a músicas não são naturais para os surdos. É diferente em relação aos ouvintes. Os surdos percebem, sentem a vibração e somos visuais para acompanhar o ritmo na música.
Você se comunica em Libras?
Sim, minha primeira língua é a Libras e a segunda é o português.
Para se tornar profissional da dança, você teve muitas dificuldades por causa das barreiras de comunicação com professores e outros profissionais?
Sim, por causa falta qualidade de comunicação e cultura. Mas, estou trabalhando para me desenvolver a cada dia, para acessar a comunidade surda e me incluir em sociedade.
Quem são suas referências na dança?
Minha referências são: Lester Horton, Pina Bausch, Rudolf Laban e Jorge Donn.
Você conhece algum dançarino ou bailarino surdo?
Sim, temos bailarinos e dançarinos surdos. Mas, poucos deles atuam de forma profissional.
Você pode acompanhar o Maycon Calasancio no YouTube e no Instagram!
Confira a performance Dança em Silência, com os bailarinos Maycon Calasancio e Leticia Sanchez.
